terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Peste Negra, a doença que devastou a população da Europa

 A Peste Negra foi uma das maiores tragédias da história da humanidade.

Ela ocorreu no século XIV e devastou a Europa entre 1347 e 1351.
A doença era causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida principalmente por pulgas que viviam em ratos.

O médico da peste se tornou símbolo da peste negra


Acredita-se que a peste tenha surgido na Ásia Central e se espalhado pelas rotas comerciais.

Navios vindos do Oriente levaram a doença até o Mediterrâneo.
Um dos primeiros grandes focos europeus ocorreu em 1347, no porto de Messina, na ilha da Sicília.

Rapidamente, a epidemia se espalhou por cidades como Gênova, Veneza e Florença.
Em poucos anos, alcançou França, Inglaterra, Espanha e o Sacro Império Romano-Germânico.

Os sintomas eram terríveis: febre alta, dores intensas e inchaços escuros na pele chamados bubões.
Muitas vítimas morriam em poucos dias.
Estima-se que entre 25 e 50 milhões de pessoas tenham morrido na Europa, cerca de um terço da população da época.

Médico da peste


O impacto social foi enorme.
Houve falta de trabalhadores no campo e nas cidades.
A economia entrou em crise, e muitos camponeses passaram a exigir melhores condições de trabalho.

A Igreja teve sua autoridade questionada, pois não conseguia explicar nem conter a doença.
Também houve perseguições, especialmente contra comunidades judaicas, injustamente acusadas de espalhar a peste.

Médico da peste


Apesar da devastação, a Peste Negra provocou mudanças profundas.

Contribuiu para transformações econômicas e sociais que ajudaram a enfraquecer o sistema feudal.
Alguns historiadores apontam que essas mudanças abriram caminho para o Renascimento.

A Peste Negra permanece como um marco sombrio da Idade Média.
Ela mostra como epidemias podem transformar profundamente a sociedade humana.

A morte do Sol

Pra leigos em astronomia pode parecer loucura, mas é a realidade o que vou dizer: o Sol, nossa estrela que dá vida ao nosso planeta Terra, um dia muito distante ainda vai morrer, decretando o fim de qualquer forma de vida na Terra e no sistema solar, o que obrigará a raça humana a encontrar uma nova casa ao redor de outra estrela. Mas, calma, ainda falta muito tempo para isso ocorrer, eu explico rapidinho abaixo como será a lenta morte do Sol:

A morte do Sol

O Sol, uma estrela de porte médio, ainda tem combustível para cerca de 5 bilhões de anos. Quando o hidrogênio em seu núcleo começar a se esgotar, ele deixará de produzir energia da mesma forma que hoje e começará a se expandir, transformando-se em uma gigante vermelha. Nessa fase, seu tamanho aumentará enormemente, podendo engolir planetas internos como Mercúrio e Vênus, e tornando a vida impossível na Terra.

Depois dessa expansão, o Sol perderá suas camadas externas, formando uma bela nuvem de gás chamada nebulosa planetária. O que restará será apenas o núcleo extremamente quente e denso, conhecido como anã branca, que esfriará lentamente ao longo de bilhões de anos. Assim, o “fim” do Sol não será uma explosão dramática, mas um processo gradual de transformação e resfriamento cósmico.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sagittarius A, o gigante no centro da Via Láctea

No centro da Via Láctea existe um objeto extraordinário: um buraco negro supermassivo chamado Sagittarius A. Ele está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Sagitário, e possui uma massa equivalente a aproximadamente quatro milhões de vezes a massa do Sol. Apesar de sua enorme massa, ele ocupa uma região relativamente pequena do espaço, concentrando uma quantidade imensa de gravidade em um volume compacto. Esse tipo de objeto não emite luz diretamente, o que o torna invisível aos telescópios ópticos. No entanto, sua presença é percebida pelos efeitos gravitacionais intensos que exerce sobre estrelas e nuvens de gás ao seu redor. Astrônomos conseguiram mapear as órbitas de estrelas próximas e observar que elas se movem em altíssima velocidade, evidência clara da existência desse gigante invisível. Em 2022, foi divulgada a primeira imagem direta de Sagittarius A, mostrando a “sombra” do buraco negro cercada por um anel brilhante de matéria aquecida.

Imagem de Sagittarius A capturada pelo Telescópio Horizonte de Eventos em 2017
e divulgada em 2022.


Os buracos negros supermassivos como Sagittarius A são considerados elementos fundamentais na formação e evolução das galáxias. Acredita-se que praticamente todas as grandes galáxias possuam um buraco negro em seu centro, influenciando a dinâmica estelar e o comportamento do gás interestelar. No caso da Via Láctea, o buraco negro central não está “engolindo tudo” ao seu redor de forma descontrolada, como muitas vezes é retratado em filmes. Na verdade, ele se encontra relativamente calmo no momento, absorvendo pequenas quantidades de matéria ocasionalmente. A gravidade dele é extremamente forte apenas em regiões muito próximas; se o Sol estivesse na mesma posição atual, sua órbita não seria afetada significativamente. Isso mostra que, embora seja um objeto extremo, ele não representa uma ameaça direta para a Terra.

Sagittarius A, buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea


O estudo de Sagittarius A ajuda os cientistas a compreender melhor as leis da física em condições extremas, especialmente a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Próximo ao chamado “horizonte de eventos”, o espaço e o tempo sofrem distorções profundas, criando um ambiente onde as regras conhecidas da física são levadas ao limite. Pesquisas contínuas com telescópios de rádio e observatórios espaciais permitem investigar como a matéria se comporta ao cair em direção ao buraco negro. Essas observações também contribuem para entender como jatos de energia e radiação podem ser formados em outras galáxias mais ativas. Assim, o buraco negro no centro da Via Láctea não é apenas um mistério fascinante, mas também um laboratório natural para explorar os fenômenos mais extremos do universo.