quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Saiba quais os países mais populosos do mundo em 2026

Você já parou pra pensar o quão grande é a população mundial e quais os países mais populosos do mundo em 2026? Será que o Brasil está entre os 10 países mais populosos do mundo? Acho que todo mundo já parou pra pensar nisso alguma vez, né? A população mundial tem ultrapassado os 8 bilhões de habitantes, concentrada de forma desigual entre os países. Enquanto alguns países apresentam crescimento demográfico acelerado, outros já registram crescimento lento ou até declínio populacional. Essas diferenças moldam economia, política e impacto ambiental no cenário global. Entender quais são os países mais populosos ajuda a compreender dinâmicas como mercado de trabalho, consumo, urbanização e influências culturais e geopolíticas no século XXI.

10 países mais populosos do mundo (estimativa 2026): (Worldometer)


                                                1-Índia — 1.476.625.576 habitantes

                                                 2-China — 1.412.914.089 habitantes

                                                3-Estados Unidos — 349.035.494 habitantes

                                                4-Indonésia — 287.886.782 habitantes

                                              5-Paquistão — 259.299.791 habitantes
                                                    
                                               6-Nigéria — 242.431.832 habitantes

                                               7-Brasil — 213.562.666 habitantes

                                              8-Bangladesh — 177.818.044 habitantes

                                             9-Rússia — 143.394.458 habitantes

                                            10-Etiópia — 138.902.185 habitantes

Esses países representam mais da metade da população mundial e refletem grandes centros demográficos que influenciam economia, cultura e políticas públicas globalmente.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Peste Negra, a doença que devastou a população da Europa

 A Peste Negra foi uma das maiores tragédias da história da humanidade.

Ela ocorreu no século XIV e devastou a Europa entre 1347 e 1351.
A doença era causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida principalmente por pulgas que viviam em ratos.

O médico da peste se tornou símbolo da peste negra


Acredita-se que a peste tenha surgido na Ásia Central e se espalhado pelas rotas comerciais.

Navios vindos do Oriente levaram a doença até o Mediterrâneo.
Um dos primeiros grandes focos europeus ocorreu em 1347, no porto de Messina, na ilha da Sicília.

Rapidamente, a epidemia se espalhou por cidades como Gênova, Veneza e Florença.
Em poucos anos, alcançou França, Inglaterra, Espanha e o Sacro Império Romano-Germânico.

Os sintomas eram terríveis: febre alta, dores intensas e inchaços escuros na pele chamados bubões.
Muitas vítimas morriam em poucos dias.
Estima-se que entre 25 e 50 milhões de pessoas tenham morrido na Europa, cerca de um terço da população da época.

Médico da peste


O impacto social foi enorme.
Houve falta de trabalhadores no campo e nas cidades.
A economia entrou em crise, e muitos camponeses passaram a exigir melhores condições de trabalho.

A Igreja teve sua autoridade questionada, pois não conseguia explicar nem conter a doença.
Também houve perseguições, especialmente contra comunidades judaicas, injustamente acusadas de espalhar a peste.

Médico da peste


Apesar da devastação, a Peste Negra provocou mudanças profundas.

Contribuiu para transformações econômicas e sociais que ajudaram a enfraquecer o sistema feudal.
Alguns historiadores apontam que essas mudanças abriram caminho para o Renascimento.

A Peste Negra permanece como um marco sombrio da Idade Média.
Ela mostra como epidemias podem transformar profundamente a sociedade humana.

A morte do Sol

Pra leigos em astronomia pode parecer loucura, mas é a realidade o que vou dizer: o Sol, nossa estrela que dá vida ao nosso planeta Terra, um dia muito distante ainda vai morrer, decretando o fim de qualquer forma de vida na Terra e no sistema solar, o que obrigará a raça humana a encontrar uma nova casa ao redor de outra estrela. Mas, calma, ainda falta muito tempo para isso ocorrer, eu explico rapidinho abaixo como será a lenta morte do Sol:

A morte do Sol

O Sol, uma estrela de porte médio, ainda tem combustível para cerca de 5 bilhões de anos. Quando o hidrogênio em seu núcleo começar a se esgotar, ele deixará de produzir energia da mesma forma que hoje e começará a se expandir, transformando-se em uma gigante vermelha. Nessa fase, seu tamanho aumentará enormemente, podendo engolir planetas internos como Mercúrio e Vênus, e tornando a vida impossível na Terra.

Depois dessa expansão, o Sol perderá suas camadas externas, formando uma bela nuvem de gás chamada nebulosa planetária. O que restará será apenas o núcleo extremamente quente e denso, conhecido como anã branca, que esfriará lentamente ao longo de bilhões de anos. Assim, o “fim” do Sol não será uma explosão dramática, mas um processo gradual de transformação e resfriamento cósmico.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sagittarius A, o gigante no centro da Via Láctea

No centro da Via Láctea existe um objeto extraordinário: um buraco negro supermassivo chamado Sagittarius A. Ele está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Sagitário, e possui uma massa equivalente a aproximadamente quatro milhões de vezes a massa do Sol. Apesar de sua enorme massa, ele ocupa uma região relativamente pequena do espaço, concentrando uma quantidade imensa de gravidade em um volume compacto. Esse tipo de objeto não emite luz diretamente, o que o torna invisível aos telescópios ópticos. No entanto, sua presença é percebida pelos efeitos gravitacionais intensos que exerce sobre estrelas e nuvens de gás ao seu redor. Astrônomos conseguiram mapear as órbitas de estrelas próximas e observar que elas se movem em altíssima velocidade, evidência clara da existência desse gigante invisível. Em 2022, foi divulgada a primeira imagem direta de Sagittarius A, mostrando a “sombra” do buraco negro cercada por um anel brilhante de matéria aquecida.

Imagem de Sagittarius A capturada pelo Telescópio Horizonte de Eventos em 2017
e divulgada em 2022.


Os buracos negros supermassivos como Sagittarius A são considerados elementos fundamentais na formação e evolução das galáxias. Acredita-se que praticamente todas as grandes galáxias possuam um buraco negro em seu centro, influenciando a dinâmica estelar e o comportamento do gás interestelar. No caso da Via Láctea, o buraco negro central não está “engolindo tudo” ao seu redor de forma descontrolada, como muitas vezes é retratado em filmes. Na verdade, ele se encontra relativamente calmo no momento, absorvendo pequenas quantidades de matéria ocasionalmente. A gravidade dele é extremamente forte apenas em regiões muito próximas; se o Sol estivesse na mesma posição atual, sua órbita não seria afetada significativamente. Isso mostra que, embora seja um objeto extremo, ele não representa uma ameaça direta para a Terra.

Sagittarius A, buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea


O estudo de Sagittarius A ajuda os cientistas a compreender melhor as leis da física em condições extremas, especialmente a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Próximo ao chamado “horizonte de eventos”, o espaço e o tempo sofrem distorções profundas, criando um ambiente onde as regras conhecidas da física são levadas ao limite. Pesquisas contínuas com telescópios de rádio e observatórios espaciais permitem investigar como a matéria se comporta ao cair em direção ao buraco negro. Essas observações também contribuem para entender como jatos de energia e radiação podem ser formados em outras galáxias mais ativas. Assim, o buraco negro no centro da Via Láctea não é apenas um mistério fascinante, mas também um laboratório natural para explorar os fenômenos mais extremos do universo.

domingo, 31 de outubro de 2021

Veja como seria uma moto lunar

Já imaginou dar uma voltinha de moto na Lua? Mas como seria uma moto lunar? O designer russo Andrew Fabishevskiy, que trabalha no ramo automotivo e industrial, já imaginou e fez um conceito de como seria uma moto lunar.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

“O tema principal do design desta motocicleta é fazer um objeto que pareça engenharia clara, com elementos de estilo mínimos. Suspensão elétrica e motores elétricos nas rodas. Eu queria fazer um objeto visualmente leve, pois tal leveza é característica de máquinas projetadas para espaço, bem como a combinação de materiais que usei; muitos materiais brancos e reflexivos”, explicou Fabishevskiy.

Ele diz que a ideia veio após ter sido desafiado no Instagram em discussões sobre a Missão Artemis, projetada pela NASA para levar novamente a humanidade à Lua em 2024, e que se inspirou nos primeiros LRVs, abreviação para Lunar Roving Vehicles (Veículos Móveis Lunares, na tradução para português), usados nas Apollo 15, 16 e 17.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

A moto lunar do russo foi batizada de NASA Motorcycle (ou "Motocicleta da NASA", em tradução literal). Por enquanto ela ainda não saiu do papel, mas há uma empresa alemã chamada Hookie, especializada em design de motos, que demonstrou interesse em transformar o desenho do projetista em um protótipo real e que, inclusive, já estampa na primeira página do site oficial uma foto da moto.

Empresa alemã Hookie quer fazer um protótipo real da moto lunar

Segundo Fabishevskiy, a moto lunar é composta por uma estrutura de treliça tubular que segura a bateria e os componentes do motor elétrico. As duas rodas off-road são movidas por motores montados no cubo, enquanto a direção é realizada por meio do guidão baixo.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

Além disso, uma almofada macia, coberta com correias, parece ser o assento, provavelmente ajudando também no sistema de suspensão.

domingo, 26 de setembro de 2021

Nave pode construir plataforma de pouso enquanto desce na lua

A NASA pretende voltar a Lua com o Projeto Artemis, que deve levar astronautas para o nosso satélite natural em 2023. E como parte da missão empresas tem apresentado projetos de módulos de pouso lunar. Um desse projetos foi apresentado pela empresa Masten Space Systems, cujo projeto propõe que a nave construa sua própria plataforma de pouso enquanto desce na lua.

O modelo ainda evitaria a necessidade de missões prévias para preparar o terreno. O grande perigo de uma aterrissagem no solo lunar é uma camada de rocha esmagada que se desenvolveu por conta do impacto de meteoritos. Esses pedaços podem danificar a nave durante o pouso, comprometendo a missão.

E por causa desse risco se cria a necessidade de uma plataforma de pouso segura. O projeto da Masten pretende fazer os foguetes dispararem partículas de cerâmica no solo lunar. Ao colidir com a superfície, esses pedaços se solidificam e tornam o local seguro para uma aterrissagem.

Módulo de pouso lunar construiria a própria plataforma de pouso

Em missões anteriores na lua, as naves possuíam um design próprio para o pouso, no entanto, elas ficam limitadas a pousarem em partes específicas da lua. Isso dificulta para os cientistas estudarem outras regiões do satélite.

Se conseguir criar uma nave que consiga fazer um pouso em segurança em qualquer lugar da lua, as possibilidades de pesquisa ficam maiores. O objetivo agora é aumentar os testes do programa, ainda não há previsão de quando a tecnologia vai estar pronta para o uso.

O projeto da Masten Space Systems é feito em parceria com a Honeybee Robotics, Texas A&M University e a University of Central Florida. O financiamento ainda conta com o auxílio do NASA Innovative Advanced Concepts, que visa encontrar modelos inovadores para serem aplicados nas missões da agência.

sábado, 28 de agosto de 2021

Empresa secreta está construindo uma estação espacial privada

Uma empresa desconhecida começou o processo para construção de uma estação espacial privada, já foram contratados fornecedores de diversos tipos de tecnologias, desde controle ambiental até sistemas de suporte vital.

A empresa que está tocando o projeto ainda é desconhecida, mas já se sabe que ela tem dinheiro para gastar: a empresa Collins Aerospace – uma subsidiária da Raytheon Technologies – assegurou um contrato de US$ 2,6 milhões (R$ 13,53 milhões) para a criação de sistemas de respiração auxiliar para emergências.

A Collins foi a responsável pelo sistema de recuperação de água da Estação Espacial Internacional (ISS).

Empresa desconhecida está construindo uma estação espacial privada

O trabalho para esse cliente obscuro inclui “máquinas capazes de controlar níveis de temperatura e pressão no espaço, permitindo a presença humana prolongada”. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da Collins, Shawn Macleod, essa é uma demanda que deve só aumentar à medida que mais e mais companhias se juntam a essa “corrida pelo espaço”.

O site SpaceNews especula que a tal “empresa desconhecida” seja a Axiom Space. A empresa fundada em 2016 tem várias participações conjuntas com a Nasa, inclusive uma missão privada em direção à ISS – a primeira de seu tipo – agendada para janeiro de 2022. E ela já vinha falando em estabelecer uma base comercial no espaço desde antes da Nasa admitir essa possibilidade após a “morte” da ISS.

Evidentemente, a Axiom Space foi procurada pela equipe do site, mas a resposta obtida por eles foi um elusivo “sem comentários”. E apesar do projeto já estar, aparentemente, em desenvolvimento, não há qualquer informação de data de lançamento de módulos ou partes nos calendários astronômicos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Exoplanetas hiceânicos podem abrigar vida, dizem cientistas

Os chamados “exoplanetas hiceânicos”, ou seja, dotados de atmosfera rica em hidrogênio e com vasto volume de água na superfície, podem não só servir de berço para a vida alienígena, mas também permitir que ela evolua, é o que afirma um estudo feito por cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A proposta feita pelos cientistas da universidade tem como objetivo ampliar o campo de observação de especialistas em ciências planetárias. Normalmente, análises do tipo tendem a considerar apenas planetas de constituição mais rochosa – como a Terra, já que a vida como nós conhecemos só foi comprovada aqui na Terra, um planeta rochoso.

Planetas hiceânicos podem abrigar vida alienígena

A nossa galáxia é constituída de vários tipos de planetas, desde gigantes gasosos até exoplanetas hiceânicos, que tendem a ser até 2,5 vezes maiores que a Terra, mas suas condições de sobrevivência de vida são abundantes.

“Os exoplanetas hiceânicos abrem toda uma nova via de busca pela vida em outros locais [do universo]”, disse Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge e autor primário do estudo.

Segundo ele, os planetas desse tipo estão em um ponto favorável de abrigar a vida: são bem maiores do que a Terra, trazem recursos abundantes (ver “hidrogênio” e “água” mais acima) e sua densidade está entre uma “super Terra” rochosa e um “mini Netuno” gasoso. Esta última parte corresponde à maioria dos exoplanetas, mas poucos deles oferecem as outras condições de um planeta hiceânico.

Exoplanetas hiceânicos apresentam outras condições que nos impressionam: alguns estão tão próximos de suas estrelas que tem suas marés “travadas”, com um dia extremamente quente de um lado, e uma noite extremamente escura do outro. Há também alguns posicionados a uma distância tão grande que recebem quase nenhuma radiação estelar. Todos eles, porém, podem abrigar a vida, segundo os cientistas:

“É muito empolgante ver que condições habitáveis de vida existem em planetas tão diferentes da Terra”, disse Anjali Piette, outra autora do estudo. Segundo ela, esses planetas também são ótimos pontos de busca por gases que sinalizam a presença bacteriana, como o metano.

“Nós concluímos que os maiores rádios [a unidade de medida que parte do centro de uma circunferência] e as temperaturas mais altas vistas em exoplanetas hiceânicos tornam esses marcadores biológicos mais fáceis de serem detectados, quando comparados a planetas de constituição mais rochosa”, disse Piette.

Em outras palavras: se exoplanetas hiceânicos apresentarem metano, por exemplo, ele será mais fácil de ser encontrado. E a presença desse gás, dependendo da situação, pode indicar a presença de vida bacteriana, já que apenas algumas formas de vida extremas conseguem produzí-lo mediante a absorção de nutrientes em ambientes hostis.

Um bom exemplo disso são as “fumarolas” no fundo do nosso mar. Algumas apresentam metano em sua composição, derivado de bactérias metanogênicas que estão se alimentando ali.

O melhor é que a busca pela vida em exoplanetas hiceânicos pode começar em relativa velocidade. Segundo Madhusudhan, a próxima geração de grandes telescópios espaciais – como o James Webb, que a Nasa deve começar a operar até o fim de 2021 – poderão atender facilmente a essa demanda: o estudo posiciona esses planetas a uma distância entre 35 e 150 anos-luz da Terra, orbitando pequenas estrelas anãs vermelhas com brilho reduzido.

“A detecção de uma bioassinatura poderia transformar a nossa compreensão da vida no universo”, disse Madhusudhan. “Nós precisamos ser mais abertos sobre onde esperamos encontrar vida e qual será a forma tomada por ela, já que a natureza continuamente nos surpreende de formas inimagináveis”.

sábado, 14 de agosto de 2021

Hubble faz bela imagem de “berçário de estrelas” na constelação de Gêmeos

O telescópio espacial Hubble fez uma belíssima imagem de um “berçário estelar” localizado na constelação de Gêmeos. Esse berçário é chamado de AFGL 5180.

No centro da imagem se vê uma estrela massiva se formando e abrindo cavidades por entre nuvens, com um par de jatos poderosos, estendendo-se para a parte superior direita e inferior esquerda da imagem.

Conforme se vê, a luz da estrela irradia, iluminando essas cavidades, como um farol que atravessa as nuvens de tempestade.

“Berçário estelar” AFGL 5180

De acordo com o site Phys, as estrelas nascem em ambientes empoeirados e, embora essa poeira dê origem a imagens espetaculares, ela, às vezes, pode impedir que os astrônomos vejam estrelas. Para deleite de nossos olhos, o Hubble, mais uma vez, teve sorte.

O telescópio tem um instrumento chamado Wide Field Camera 3 (WFC3), projetado para capturar imagens detalhadas em luz visível e infravermelha, o que significa que as estrelas jovens escondidas em vastas regiões de formação estelar, como a AFGL 5180, podem ser vistas com muito mais clareza.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Cientistas criam luva sensorial capaz de sentir o toque

Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e parceiros de outras instituições criaram uma luva sensorial capaz de “sentir” a pressão e outros estímulos táteis. A parte interna do objeto é equipada com um sistema de sensores que detecta, mede e mapeia pequenas mudanças na pressão na luva. Os sensores individuais são altamente sintonizados e podem captar vibrações muito sutis na pele, como a pulsação, por exemplo.

Nos testes, a luva foi usada para segurar um balão e um copo, por exemplo. Os sensores geravam mapas de pressão específicos para cada tarefa. Segurar um balão produzia um sinal de pressão relativamente uniforme em toda a palma da mão, enquanto segurar um copo criava uma pressão mais forte nas pontas dos dedos.

Luva sensorial é capaz de sentir o toque


A luva sensorial pode ajudar a restabelecer a atividade motora e a coordenação em pessoas que sofreram um derrame ou outro comprometimento das funções motoras.

Os cientistas afirmam que a luva também pode ser adaptada para aumentar a realidade virtual e as experiências de jogo. A equipe prevê a integração dos sensores de pressão não apenas em luvas táteis, mas também em adesivos flexíveis para rastrear pulso, pressão sanguínea e outros sinais vitais com mais precisão do que relógios inteligentes e outros monitores vestíveis.

“A simplicidade e confiabilidade de nossa estrutura de detecção é uma grande promessa para uma diversidade de aplicações de saúde, como detecção de pulso e recuperação da capacidade sensorial em pacientes com disfunção tátil”, garante Nicholas Fang, professor de engenharia mecânica do MIT.

A equipe planeja usar a luva para identificar padrões de pressão para outras funções, como escrever com uma caneta e manusear outros objetos domésticos. Em última análise, eles imaginam que esses apoios táteis poderiam ajudar os pacientes com disfunção motora a calibrar e fortalecer a destreza e a preensão das mãos.

sábado, 7 de agosto de 2021

Veja um leãozinho das cavernas congelado há 28 mil anos

Cientistas concluíram estudos em um filhote de leão das cavernas que viveu na Sibéria há 28 mil anos. O leão está bem preservado graças ao solo permanentemente congelado da região. Ele foi batizado de Sparta e parece estar dormindo.

O leãozinho e um outro filho de leão das cavernas chamado Boris foram encontrados em 2017 e 2018 por caçadores de presas de mamutes nas margens do rio Semyuelyakh. Pensava-se que Boris era irmão de Sparta, já que eles foram encontrados a apenas 15 metros um do outro, mas estudos concluíram que Boris é bem mais velho, com idade estimada em mais de 43 mil anos. Boris não está tão bem preservado quanto Sparta.

Leãozinho das cavernas de 28 mil anos parece estar dormindo

“Sparta é provavelmente o animal da Idade do Gelo mais bem preservado já encontrado e está mais ou menos intacto, exceto pela pelagem um pouco emaranhada. Até os bigodes foram preservados. Boris está um pouco mais danificado, mas ainda está muito bom”, disse Love Dallen, professor de genética evolutiva no Centro de Paleogenética em Estocolmo, Suécia, e autor de um novo estudo sobre os filhotes.

O estudo concluiu que ambos os filhotes tinham apenas 1 ou 2 meses de idade quando morreram. Não está claro como isso aconteceu, mas Dalen e a equipe de pesquisa — que inclui cientistas russos e japoneses — disseram que não há sinais de que eles foram mortos por um predador.

“Dado seu estado de conservação, eles devem ter sido enterrados muito rapidamente”, disse Dallen. “Talvez tenham sido soterrados por lama, ou caído em uma fissura no solo. A Permafrost forma grandes fissuras devido ao derretimento e congelamento sazonais”.

O pesquisador sueco Love Dallen analisa o corpo de Sparta.

Durante a última era do gelo, a Sibéria abrigava uma fauna complexa, com mamutes, lobos da tundra, rinocerontes lanosos, bisões, saigas (um parente dos antílopes) e várias outras espécies, além dos leões das cavernas. Esta espécie, que hoje está extinta, era um pouco maior que os atuais leões africanos.

Imagens do leão das cavernas encontrado congelado

Não é a primeira vez que a Permafrost nos dá uma visão tão detalhada de animais extintos. O aquecimento global está elevando as temperaturas na região e descongelando o solo, o que facilita o trabalho dos caçadores de presas de mamutes, que geralmente usam mangueiras de água de alta pressão para escavar túneis.

Só nos últimos dois anos, foram encontrados um rinoceronte (com órgãos intactos), um filhote de lobo e um filhote de cachorro.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Conheça o X-59, o avião supersônico da Nasa

A Nasa tem desenvolvido um avião supersônico, é o X-59 Quiet SuperSonic Technology, ou QueSST, que ganhou o apelido de “filho do Concorde”. O avião está perto de se tornar realidade.

O avião supersônico da Nasa está sendo desenvolvido para ser silencioso e não perturbar as pessoas, não emitindo o chamado “estampido sônico” (Sonic Boom), que é ouvido no solo quando o avião passa e que em alguns casos pode até mesmo quebrar janelas.

 X-59, o avião supersônico da Nasa

“Agora, deixaram de ser um monte de peças separadas distribuídas em diferentes partes do chão de produção para virar de vez um avião”, disse Jay Brandon, engenheiro-chefe do projeto Low Boom Flight Demonstrator – LBFD (Demonstrador de Voo de Baixo Estrondo, em tradução livre), da Nasa.

A aeronave está sendo construída na Lockheed Martin Skunk Works, em Palmdale, Califórnia, e é projetada para voar a aproximadamente 660 mph ao nível do mar, sem causar um estrondo sônico incômodo para as pessoas em solo.

A Nasa trabalhará com as comunidades dos EUA, procurando entender sua resposta ao som da aeronave e fornecer esses dados aos reguladores, o que poderia mudar as regras que atualmente proíbem o voo supersônico sobre a terra, reduzindo o tempo de viagem pela metade para viajantes aéreos em um futuro próximo.

O primeiro voo do X-59 está previsto para acontecer em 2022.

sábado, 31 de julho de 2021

Computador quântico do Google pode ter criado novo estado da matéria chamado “cristal do tempo”

Cientistas podem ter conseguido provar a existência de um novo estado da matéria chamado "cristal do tempo". Os cientistas usaram um computador quântico do Google para tentar criar os cristais do tempo. A existência do cristal do tempo é teorizada há mais de 10 anos.

Ainda não se sabe quais as possibilidades de usos dos cristais do tempo, mas uma das hipóteses é de que eles poderiam ser usados para criar padrões de tempo e relógios muito mais precisos do que os atuais relógios atômicos, o que poderia permitir até mesmo a criação de aparelhos com movimento perpétuo. A computação também poderia ser completamente revolucionada. Mas isso ainda é apenas teoria.

Computador quântico do Google pode ter criado novo estado da matéria
 chamado “cristal do tempo”

Na física, os cristais são definidos como uma série de átomos dispostos de forma sequencial e repetitiva, formando padrões iguais. A diferença para outras substâncias está justamente em sua organização. Na natureza, há cristais de neve, sal e outros. A água por exemplo, ela é simétrica em estado líquido, mas quando é congelada essa simetria é rompida e o líquido se transforma em cristal.

O “cristal do tempo” teria o padrão se repetindo depois de um certo período de tempo e não de uma distância física. Essas partículas poderiam, ao invés de funcionar com uma barreira de espaço, agir usando o tempo.

Um computador quântico do Google, chamado Sycamore, usou seu processador para modificar a interação entre 20 qubits, que são unidades de informação quântica. O resultado dessa mudança na força aplicada entre as moléculas pode ter originado o novo estado. “Implementamos uma família contínua de portas de fase controlada ajustáveis ​​em uma matriz de qubits supercondutores para observar experimentalmente um cristal do tempo ordenado por estado próprio”, diz a pesquisa.

Agora, os resultados precisam ser analisados para confirmar se a existência dos cristais realmente foi comprovada. No momento, o estudo é mais uma forma de mostrar o potencial do material do que sua aplicação em si. Seu uso deve ficar ainda para o futuro.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Jeff Bezos oferece desconto de até U$$ 2 bilhões de dólares para Nasa desistir de contrato com SpaceX

O bilionário Jeff Bezos ofereceu um grande desconto para que a Nasa desista de um contrato com a SpaceX e assine com sua empresa espacial, a Blue Origin. A Nasa escolheu a SpaceX para produzir um módulo de pouso lunar para uma futura missão tripulada a Lua.

Bezos enviou uma carta ao administrador da Nasa, Bill Nelson, e disse que renunciaria permanentemente a até US$ 2 bilhões em pagamentos de contratos nos primeiros dois anos se a agência adicionasse o módulo lunar Blue Moon da Blue Origin a uma fase-chave do programa Human Landing System, que planeja o desembarque dos primeiros humanos na Lua após décadas.

Jeff Bezos oferece desconto de até U$$ 2 bilhões de dólares para Nasa
 desistir de contrato com SpaceX

Bezos também propôs que a Blue Origin se autofinancie para um teste de lançamento da Blue Moon, sua sonda flexível de cargas úteis, na órbita baixa da Terra, um feito que provavelmente vale centenas de milhões a mais. “Eu acredito que esta missão é importante”, disse Bezos. “Estou honrado em oferecer essas contribuições e sou grato por estar em uma posição financeira que me permite fazê-lo. Tudo o que a Nasa precisa fazer é aproveitar esta oferta e alterar o contrato”.

A Nasa disse que está ciente da carta de Bezos, mas se recusou a comentar mais “a fim de manter a integridade do processo de contratação em andamento e a adjudicação do GAO (sigla em inglês para Escritório Contábil do Governo) sobre este assunto”.

Após protesto da Blue Origin, o contrato de US$ 3 bilhões da Nasa com a SpaceX foi suspenso e agora está sob análise do GAO.

A disputa entre Bezos e Musk pelo contrato da Nasa começou quando a agência escolheu em abril a SpaceX para desenvolver o módulo de pouso que levará humanos de volta a Lua após quase 50 anos. A viagem deve acontecer até 2024. Na disputa, a SpaceX venceu a Blue Origin e a Dynetics.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Hubble descobre primeira evidência de vapor de água em Ganimedes, lua de Júpiter

Astrônomos descobriram evidencia de vapor de água na atmosfera da maior lua do sistema solar, Ganimedes, lua de Júpiter. Esse vapor é formado quando o gelo da superfície da lua é sublimado (passa do estado sólido para o gasoso).

A descoberta foi feita usando dados novos e de arquivo do telescópio espacial Hubble, da Nasa.

Pesquisas anteriores ofereceram evidências circunstanciais de que Ganimedes contém mais água do que todos os oceanos da Terra. No entanto, as temperaturas lá são tão baixas que a água na superfície é sólida e congelada.

Segundo a pesquisa, o oceano de Ganimedes fica a cerca de 160 km abaixo da crosta, o que significa que o vapor d’água não representaria a evaporação desse oceano.

Ganimedes, lua de Júpiter, vista pelo telescópio espacial Hubble em 1996

Em 1998, o Espectrógrafo de Imagens do Telescópio Espacial Hubble (STIS) obteve as primeiras imagens ultravioleta (UV) de Ganimedes, que revelaram filamentos coloridos de gás eletrificado chamados de bandas aurorais, e forneceram evidências adicionais de que essa lua tem um campo magnético fraco.

As semelhanças nessas observações de UV foram explicadas pela presença de oxigênio molecular (O2). Mas, algumas características observadas não correspondiam às emissões esperadas de uma atmosfera de O2 puro.

Os cientistas concluíram que essa discrepância provavelmente estava relacionada a maiores concentrações de oxigênio atômico (O).

Como parte de um grande programa de observação para apoiar a missão Juno da Nasa em 2018, uma equipe liderada por Lorenz Roth, do KTH Royal Institute of Technology em Estocolmo, na Suécia, começou a medir a quantidade de oxigênio atômico com o Hubble.

A equipe combinou os dados de dois instrumentos: Cosmic Origins Spectrograph (COS) do Hubble, de 2018, e imagens de arquivo do Space Telescope Imaging Spectrograph (STIS), de 1998 a 2010.

Ao contrário das interpretações originais dos dados de 1998, os pesquisadores descobriram que quase não havia oxigênio atômico na atmosfera de Ganimedes. Isso significa que deve haver outra explicação para as diferenças aparentes nessas imagens de aurora ultravioleta.

A temperatura da superfície de Ganimedes varia fortemente ao longo do dia, e por volta do meio-dia perto do equador pode se tornar suficientemente quente para que a superfície do gelo libere (ou sublime) algumas pequenas quantidades de moléculas de água.

Na verdade, as diferenças percebidas nas imagens UV estão diretamente correlacionadas com onde a água seria esperada na atmosfera da lua. “Até agora, apenas o oxigênio molecular foi observado”, explicou Roth. “Este é produzido quando partículas carregadas corroem a superfície de gelo. O vapor de água que medimos agora é originário de sublimação do gelo causada pela fuga térmica de vapor de água a partir de regiões geladas quando aquecidas”.

Essa descoberta dá novas bases à próxima missão da agência espacial europeia (ESA), denominada JUICE, que significa JUpiter ICy moons Explorer. JUICE é a primeira missão de grande porte no programa Cosmic Vision 2015-2025 da ESA. A missão está planejada para ser lançada em 2022 e deve chegar a Júpiter em 2029, ela passará ao menos três anos observando o planeta e três de suas maiores luas, principalmente Ganimedes.

Ganimedes foi identificado para investigação detalhada porque fornece um laboratório natural para análise da natureza, evolução e habitabilidade potencial de mundos gelados em geral, papel que desempenha dentro do sistema de satélites galileanos e suas interações magnéticas e de plasma únicas com Júpiter e seus meio ambientes.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Estudo diz que lagos na calota polar sul de Marte podem ser apenas ‘miragens’

Um novo estudo indica que uma imagem da capa de gelo que cobre o polo sul de Marte, registrada recentemente pelo orbitador Mars Express, não esconde lagos de água líquida em condições potencialmente habitáveis.

Segundo cientistas, isso exigiria um aquecimento geotérmico contínuo capaz de manter a água em condições subglaciais. O que não confere, já que abaixo do gelo marciano, a temperatura média é de -68 °C, muito além do ponto de congelamento da água.

Camada de gelo no polo sul de Marte

Também seria necessário um reservatório de magma subterrâneo para manter toda a área aquecida, outro cenário improvável, dada a falta de atividade vulcânica em Marte.

A possibilidade de encontrar lagos no Planeta Vermelho foi levantada pela primeira vez em 2018, quando a Mars Express explorou a calota polar sul do planeta. Na época, o orbitador detectou uma série de pontos brilhantes, sugerindo a presença de um grande corpo de água líquida de cerca de 20 km abaixo de uma camada de 1,5 km de gelo sólido.

Pontos coloridos seriam lagos no polo sul de Marte

Carver Bierson, cientista planetário, questiona se há algo mais que poderia explicar os reflexos brilhantes vistos no radar. Em sua pesquisa, ele descreve outras substâncias que podem explicar o ocorrido.

Ele sugere que a refletividade no radar depende da condutividade elétrica do material detectado. A água em seu estado líquido, por exemplo, tem uma “assinatura” bastante distinta, no entanto, o exame das propriedades de outros minerais (como a argila e a salmoura congelada) revelou que outros materiais podem gerar o mesmo sinal observado.

Segundo o Science News, ainda faltam evidências de cenários plausíveis para encontrar água líquida no polo sul de Marte. Portanto, é provável que os dados estejam apontando realmente para a hipótese de que um tipo de processo geofísico criou minerais ou salmouras congeladas na região.

Por fim, os pesquisadores sugerem que se os lagos existissem, eles seriam provavelmente extremamente frios e compostos por 50% de sal, condições nas quais nenhum organismo conhecido poderia sobreviver.

sábado, 17 de julho de 2021

China inaugura maior museu de astronomia do mundo

Nesta sexta-feira (16), a China inaugurou o Shangai Astronomy Museum (SAM), ou Museu de Astronomia de Xangai, que é o maior museu de astronomia do mundo.

Museu de Astronomia de Xangai, na China

O museu gigante tem 39 mil metros quadrados (ou 3,6 campos de futebol) e conta com um planetário e um telescópio solar de 24 metros de altura. Além, é claro, de receber exposições. Além disso, a arquitetura do museu é inspirada nas órbitas dos corpos celestes e na geometria do universo, sem nenhum ângulo reto.

Museu de Astronomia de Xangai, na China

A estrutura do museu foi feita pela empresa de arquitetura Ennead Architects. A empresa venceu um concurso, em 2014, para fazer o projeto do SAM. Thomas J. Wong foi designer-chefe do museu.

Museu de Astronomia de Xangai, na China

O profissional disse que a inspiração para o museu na China veio do “problema dos três corpos”. Essa é uma questão não resolvida da física clássica. A proposta, originária do estudo da mecânica celeste, tem como objetivo estudar as órbitas de três corpos, sujeitos apenas às atrações gravitacionais entre eles.

“A razão pela qual pensamos que o problema dos três corpos era interessante é porque é um conjunto complexo de órbitas. São relacionamentos dinâmicos, em oposição a um círculo simples ao redor do centro. E isso fazia parte da intenção do design — capturar essa complexidade”, explicou Wong, em entrevista à CNN Internacional.

Cúpula de vidro invertida para observação do céu /
Museu de Astronomia de Xangai, na China

Três arcos transmitem a geometria dos cosmos, o Oculus, a Esfera e a Cúpula Invertida. Eles são instrumentos astronômicos usados para rastrear, respectivamente, os movimentos do Sol, da Lua e das estrelas. Dentro, eles abrigam atrações para os visitantes.

O Oculus, que funcionará como uma espécie de relógio solar/
Museu de Astronomia de Xangai, na China
O planetário fica dentro desta esfera /
Museu de Astronomia de Xangai, na China

No Oculos funciona um relógio solar. Ele fica logo na entrada. Há também um planetário submerso, com a parte inferior emergindo do teto, para criar a ilusão de ausência de peso. O museu ainda abriga uma cúpula gigante de vidro no topo do átrio central. Uma rampa em espiral faz com que o visitante olhe em direção ao ápice, para ver o céu sem barreiras.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Apesar de alguns problemas, lua de Júpiter, Europa, pode oferecer condições para a vida

Europa, uma das luas de Júpiter, pode oferecer condições para a geração da vida, apesar de “pequenos impactos”, segundo cientistas que trabalham para a Nasa. Os “pequenos impactos” seriam causados por feixes de elétrons e radiação vindas do maior planeta do nosso sistema solar.

Em seu site, a Nasa deu alguns detalhes sobre a lua, assim como sobre a missão “Europa Clipper”, uma sonda que ficará posicionada na órbita da Europa e estudando seu solo. Europa é constituída em sua maior parte de uma crosta de gelo, mas com bolsos de água salgada sob ele – algo que a Nasa pretende investigar para, quem sabe no futuro, enviar missões de veículos exploratórios (rovers).

“É fácil perceber o impacto de detritos espaciais na nossa Lua, onde sua superfície muito antiga é coberta de crateras e cicatrizes”, diz trecho do post. “A gélida lua de Júpiter, Europa, aguenta uma ‘surra’ similar – com uma pitada adicional de radiação super intensa. À medida em que a superfície da lua fria se agita, o material trazido até o topo é eletrizado pela radiação de elétrons de alta energia, acelerados por Júpiter”.

A sonda Clipper, que será lançada para investigar Europa, lua de Júpiter

Segundo um novo estudo da Nasa, a agência estabeleceu um novo modelo que estima a profundidade dessas pancadas em um processo chamado “jardinagem de impacto”. O paper, publicado na última segunda-feira (12) na Nature Astronomy, afirma que a superfície da Europa tem sido penetrada em profundidade média de 30 centímetros (cm) ao longo de dezenas de milhões de anos. “Qualquer molécula que possa se qualificar como uma potencial bioassinatura, o que inclui elementos químicos de origem da vida, poderiam ser afetados nessa profundidade”.

Isso porque esses impactos, em tese, causariam dois efeitos: o primeiro seria o de agitar materiais do interior da lua em direção à superfície, onde a radiação vinda de Júpiter traria alterações a qualquer organismo biológico com ligações químicas mais delicadas. O outro seria o de empurrar material da superfície para o fundo, onde seria misturado com outros materiais presentes sob a crosta.

Por isso a missão Europa Clipper ganha mais e mais importância para a Nasa. De acordo com a sua página oficial, ela será “a mais avançada embarcação espacial enviada para investigar a capacidade de habitação de outro mundo”.

Ironicamente, a Europa Clipper não é uma missão com objetivo de encontrar sinais de vida, mas esse pode ser um efeito bem-vindo.

“[A missão] vai conduzir um reconhecimento detalhado da Europa e investigar se a lua gélida, junto de seu oceano subterrâneo, tem capacidade de sustentar a vida. Entender a ‘habitabilidade’ da Europa ajudará cientistas a melhor compreender como a vida se desenvolveu na Terra, além de trazer potencial para encontrar vida além do nosso planeta”.

O lançamento da Europa Clipper está previsto para outubro de 2024.

domingo, 11 de julho de 2021

Máquina cria pele para pacientes com queimadura

Pesquisadores da Suíça criaram uma máquina que consegue criar um enxerto de pele, a partir de um pedaço de pele do tamanho de uma moeda, que cresce cem vezes seu tamanho original.

A máquina foi criada pela empresa CUTISS e pode permitir que futuramente a pele seja esticada em tamanhos ainda maiores, utilizando bioengenharia.

Segundo a empresa, a máquina, que recebeu o nome denovoGraft, poderá ajudar milhões de pessoas que sofrem ferimentos debilitantes, como queimaduras.

Pele artificial criada por Suíços

Para criar a pele artificial são retiradas células cutâneas saudáveis ​​e não danificadas da vítima que depois são “cultivadas” em laboratório, antes de serem combinadas com hidrogel. A pele criada tem uma espessura de 1mm, que é aproximadamente a largura combinada de nossas camadas de pele naturais.

Embora os testes da fase 2 tenham sido concluídos recentemente, a tecnologia denovoGraft já está sendo usada em tratamentos.

“Esse método de confecção de pele é tão avançado que é a única opção existente no mundo para quem tem uma doença rara ou uma queimadura significativa”, diz a cofundadora e diretora do CUTISS, Daniela Marino, que desenvolveu a máquina. “No momento, podemos multiplicar a área de superfície da amostra original por um fator de 100, e pretendemos, eventualmente, um fator de 500”.

Segundo ela, a máquina pode fazer vários enxertos ao mesmo tempo sem entrada manual, o que oferece a chance de reduzir drasticamente o tempo de produção e os custos.

Espera-se que dentro de dois anos os testes de fase 3 sejam concluídos e a ferramenta estará disponível no mercado europeu.

sábado, 10 de julho de 2021

Startup Relativity Space vai expandir estrutura de impressão 3D de foguetes espaciais

A startup americana Relativity Space anunciou que irá ampliar sua estrutura de impressão 3D de foguetes Terran, a empresa adquiriu um terreno de 93 mil metros quadrados que será usado para ampliar sua linha de produção. O terreno fica localizado no Centro Comercial Goodman, em Long Beach, Califórnia.

O local pertencia a Boeing, onde eram fabricados aviões militares, o último avião C-17 foi produzido lá em 2015. Agora, a área vai englobar um distrito comercial próprio ao lado do aeroporto de Long Beach.

A empresa participará de uma rodada de investimentos recentemente anunciada na casa dos US$ 650 milhões (pouco mais de R$ 3,3 bilhões).

Concepção em 3D da nova estrutura da Relativity Space

A Relativity Space ficou conhecida pela fabricação de foguetes espaciais Terran 1, que são fabricados através de impressão 3D, usando aparelhos conhecidos como “Stargate Printers” (“impressoras stargate”, em inglês). Além de ampliar a produção deste foguete, no local também será fabricada a linha reutilizável “Terran R”, recentemente anunciada.

A ideia da empresa é ser “a disruptora” do processo de fabricação de foguetes, que normalmente exige custos altíssimos e o uso de partes não reutilizáveis. Recentemente, a Relativity Space fechou contrato com a Força Aérea norte-americana para uso de uma nova base de lançamento, em Vandenberg, sul da Califórnia.

Segundo comunicado assinado por seu CEO e fundador, Tim Ellis, a aquisição é “essencial para a escalada de nosso programa Terran R”, ao mesmo tempo que permite à empresa “recrutar talentos inigualáveis na região de Long Beach para se juntarem a nós em nossa missão”.

Com a nova estrutura devem ser criados 2 mil empregos, que serão preenchidos gradualmente nos próximos anos. Atualmente, a empresa tem pouco mais de 400 funcionários contratados – além de terceirizados temporários.

A Relativity Space foi criada há cinco anos e, dentre seus investidores primários, conta com o empresário e apresentador do programa “Shark Tank”, Mark Cuban.