terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A morte do Sol

Pra leigos em astronomia pode parecer loucura, mas é a realidade o que vou dizer: o Sol, nossa estrela que dá vida ao nosso planeta Terra, um dia muito distante ainda vai morrer, decretando o fim de qualquer forma de vida na Terra e no sistema solar, o que obrigará a raça humana a encontrar uma nova casa ao redor de outra estrela. Mas, calma, ainda falta muito tempo para isso ocorrer, eu explico rapidinho abaixo como será a lenta morte do Sol:

A morte do Sol

O Sol, uma estrela de porte médio, ainda tem combustível para cerca de 5 bilhões de anos. Quando o hidrogênio em seu núcleo começar a se esgotar, ele deixará de produzir energia da mesma forma que hoje e começará a se expandir, transformando-se em uma gigante vermelha. Nessa fase, seu tamanho aumentará enormemente, podendo engolir planetas internos como Mercúrio e Vênus, e tornando a vida impossível na Terra.

Depois dessa expansão, o Sol perderá suas camadas externas, formando uma bela nuvem de gás chamada nebulosa planetária. O que restará será apenas o núcleo extremamente quente e denso, conhecido como anã branca, que esfriará lentamente ao longo de bilhões de anos. Assim, o “fim” do Sol não será uma explosão dramática, mas um processo gradual de transformação e resfriamento cósmico.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sagittarius A, o gigante no centro da Via Láctea

No centro da Via Láctea existe um objeto extraordinário: um buraco negro supermassivo chamado Sagittarius A. Ele está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Sagitário, e possui uma massa equivalente a aproximadamente quatro milhões de vezes a massa do Sol. Apesar de sua enorme massa, ele ocupa uma região relativamente pequena do espaço, concentrando uma quantidade imensa de gravidade em um volume compacto. Esse tipo de objeto não emite luz diretamente, o que o torna invisível aos telescópios ópticos. No entanto, sua presença é percebida pelos efeitos gravitacionais intensos que exerce sobre estrelas e nuvens de gás ao seu redor. Astrônomos conseguiram mapear as órbitas de estrelas próximas e observar que elas se movem em altíssima velocidade, evidência clara da existência desse gigante invisível. Em 2022, foi divulgada a primeira imagem direta de Sagittarius A, mostrando a “sombra” do buraco negro cercada por um anel brilhante de matéria aquecida.

Imagem de Sagittarius A capturada pelo Telescópio Horizonte de Eventos em 2017
e divulgada em 2022.


Os buracos negros supermassivos como Sagittarius A são considerados elementos fundamentais na formação e evolução das galáxias. Acredita-se que praticamente todas as grandes galáxias possuam um buraco negro em seu centro, influenciando a dinâmica estelar e o comportamento do gás interestelar. No caso da Via Láctea, o buraco negro central não está “engolindo tudo” ao seu redor de forma descontrolada, como muitas vezes é retratado em filmes. Na verdade, ele se encontra relativamente calmo no momento, absorvendo pequenas quantidades de matéria ocasionalmente. A gravidade dele é extremamente forte apenas em regiões muito próximas; se o Sol estivesse na mesma posição atual, sua órbita não seria afetada significativamente. Isso mostra que, embora seja um objeto extremo, ele não representa uma ameaça direta para a Terra.

Sagittarius A, buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea


O estudo de Sagittarius A ajuda os cientistas a compreender melhor as leis da física em condições extremas, especialmente a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Próximo ao chamado “horizonte de eventos”, o espaço e o tempo sofrem distorções profundas, criando um ambiente onde as regras conhecidas da física são levadas ao limite. Pesquisas contínuas com telescópios de rádio e observatórios espaciais permitem investigar como a matéria se comporta ao cair em direção ao buraco negro. Essas observações também contribuem para entender como jatos de energia e radiação podem ser formados em outras galáxias mais ativas. Assim, o buraco negro no centro da Via Láctea não é apenas um mistério fascinante, mas também um laboratório natural para explorar os fenômenos mais extremos do universo.

domingo, 31 de outubro de 2021

Veja como seria uma moto lunar

Já imaginou dar uma voltinha de moto na Lua? Mas como seria uma moto lunar? O designer russo Andrew Fabishevskiy, que trabalha no ramo automotivo e industrial, já imaginou e fez um conceito de como seria uma moto lunar.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

“O tema principal do design desta motocicleta é fazer um objeto que pareça engenharia clara, com elementos de estilo mínimos. Suspensão elétrica e motores elétricos nas rodas. Eu queria fazer um objeto visualmente leve, pois tal leveza é característica de máquinas projetadas para espaço, bem como a combinação de materiais que usei; muitos materiais brancos e reflexivos”, explicou Fabishevskiy.

Ele diz que a ideia veio após ter sido desafiado no Instagram em discussões sobre a Missão Artemis, projetada pela NASA para levar novamente a humanidade à Lua em 2024, e que se inspirou nos primeiros LRVs, abreviação para Lunar Roving Vehicles (Veículos Móveis Lunares, na tradução para português), usados nas Apollo 15, 16 e 17.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

A moto lunar do russo foi batizada de NASA Motorcycle (ou "Motocicleta da NASA", em tradução literal). Por enquanto ela ainda não saiu do papel, mas há uma empresa alemã chamada Hookie, especializada em design de motos, que demonstrou interesse em transformar o desenho do projetista em um protótipo real e que, inclusive, já estampa na primeira página do site oficial uma foto da moto.

Empresa alemã Hookie quer fazer um protótipo real da moto lunar

Segundo Fabishevskiy, a moto lunar é composta por uma estrutura de treliça tubular que segura a bateria e os componentes do motor elétrico. As duas rodas off-road são movidas por motores montados no cubo, enquanto a direção é realizada por meio do guidão baixo.

Moto lunar projetada pelo designer russo Andrew Fabishevskiy

Além disso, uma almofada macia, coberta com correias, parece ser o assento, provavelmente ajudando também no sistema de suspensão.

domingo, 26 de setembro de 2021

Nave pode construir plataforma de pouso enquanto desce na lua

A NASA pretende voltar a Lua com o Projeto Artemis, que deve levar astronautas para o nosso satélite natural em 2023. E como parte da missão empresas tem apresentado projetos de módulos de pouso lunar. Um desse projetos foi apresentado pela empresa Masten Space Systems, cujo projeto propõe que a nave construa sua própria plataforma de pouso enquanto desce na lua.

O modelo ainda evitaria a necessidade de missões prévias para preparar o terreno. O grande perigo de uma aterrissagem no solo lunar é uma camada de rocha esmagada que se desenvolveu por conta do impacto de meteoritos. Esses pedaços podem danificar a nave durante o pouso, comprometendo a missão.

E por causa desse risco se cria a necessidade de uma plataforma de pouso segura. O projeto da Masten pretende fazer os foguetes dispararem partículas de cerâmica no solo lunar. Ao colidir com a superfície, esses pedaços se solidificam e tornam o local seguro para uma aterrissagem.

Módulo de pouso lunar construiria a própria plataforma de pouso

Em missões anteriores na lua, as naves possuíam um design próprio para o pouso, no entanto, elas ficam limitadas a pousarem em partes específicas da lua. Isso dificulta para os cientistas estudarem outras regiões do satélite.

Se conseguir criar uma nave que consiga fazer um pouso em segurança em qualquer lugar da lua, as possibilidades de pesquisa ficam maiores. O objetivo agora é aumentar os testes do programa, ainda não há previsão de quando a tecnologia vai estar pronta para o uso.

O projeto da Masten Space Systems é feito em parceria com a Honeybee Robotics, Texas A&M University e a University of Central Florida. O financiamento ainda conta com o auxílio do NASA Innovative Advanced Concepts, que visa encontrar modelos inovadores para serem aplicados nas missões da agência.

sábado, 28 de agosto de 2021

Empresa secreta está construindo uma estação espacial privada

Uma empresa desconhecida começou o processo para construção de uma estação espacial privada, já foram contratados fornecedores de diversos tipos de tecnologias, desde controle ambiental até sistemas de suporte vital.

A empresa que está tocando o projeto ainda é desconhecida, mas já se sabe que ela tem dinheiro para gastar: a empresa Collins Aerospace – uma subsidiária da Raytheon Technologies – assegurou um contrato de US$ 2,6 milhões (R$ 13,53 milhões) para a criação de sistemas de respiração auxiliar para emergências.

A Collins foi a responsável pelo sistema de recuperação de água da Estação Espacial Internacional (ISS).

Empresa desconhecida está construindo uma estação espacial privada

O trabalho para esse cliente obscuro inclui “máquinas capazes de controlar níveis de temperatura e pressão no espaço, permitindo a presença humana prolongada”. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da Collins, Shawn Macleod, essa é uma demanda que deve só aumentar à medida que mais e mais companhias se juntam a essa “corrida pelo espaço”.

O site SpaceNews especula que a tal “empresa desconhecida” seja a Axiom Space. A empresa fundada em 2016 tem várias participações conjuntas com a Nasa, inclusive uma missão privada em direção à ISS – a primeira de seu tipo – agendada para janeiro de 2022. E ela já vinha falando em estabelecer uma base comercial no espaço desde antes da Nasa admitir essa possibilidade após a “morte” da ISS.

Evidentemente, a Axiom Space foi procurada pela equipe do site, mas a resposta obtida por eles foi um elusivo “sem comentários”. E apesar do projeto já estar, aparentemente, em desenvolvimento, não há qualquer informação de data de lançamento de módulos ou partes nos calendários astronômicos.