domingo, 11 de julho de 2021

Máquina cria pele para pacientes com queimadura

Pesquisadores da Suíça criaram uma máquina que consegue criar um enxerto de pele, a partir de um pedaço de pele do tamanho de uma moeda, que cresce cem vezes seu tamanho original.

A máquina foi criada pela empresa CUTISS e pode permitir que futuramente a pele seja esticada em tamanhos ainda maiores, utilizando bioengenharia.

Segundo a empresa, a máquina, que recebeu o nome denovoGraft, poderá ajudar milhões de pessoas que sofrem ferimentos debilitantes, como queimaduras.

Pele artificial criada por Suíços

Para criar a pele artificial são retiradas células cutâneas saudáveis ​​e não danificadas da vítima que depois são “cultivadas” em laboratório, antes de serem combinadas com hidrogel. A pele criada tem uma espessura de 1mm, que é aproximadamente a largura combinada de nossas camadas de pele naturais.

Embora os testes da fase 2 tenham sido concluídos recentemente, a tecnologia denovoGraft já está sendo usada em tratamentos.

“Esse método de confecção de pele é tão avançado que é a única opção existente no mundo para quem tem uma doença rara ou uma queimadura significativa”, diz a cofundadora e diretora do CUTISS, Daniela Marino, que desenvolveu a máquina. “No momento, podemos multiplicar a área de superfície da amostra original por um fator de 100, e pretendemos, eventualmente, um fator de 500”.

Segundo ela, a máquina pode fazer vários enxertos ao mesmo tempo sem entrada manual, o que oferece a chance de reduzir drasticamente o tempo de produção e os custos.

Espera-se que dentro de dois anos os testes de fase 3 sejam concluídos e a ferramenta estará disponível no mercado europeu.

sábado, 10 de julho de 2021

Startup Relativity Space vai expandir estrutura de impressão 3D de foguetes espaciais

A startup americana Relativity Space anunciou que irá ampliar sua estrutura de impressão 3D de foguetes Terran, a empresa adquiriu um terreno de 93 mil metros quadrados que será usado para ampliar sua linha de produção. O terreno fica localizado no Centro Comercial Goodman, em Long Beach, Califórnia.

O local pertencia a Boeing, onde eram fabricados aviões militares, o último avião C-17 foi produzido lá em 2015. Agora, a área vai englobar um distrito comercial próprio ao lado do aeroporto de Long Beach.

A empresa participará de uma rodada de investimentos recentemente anunciada na casa dos US$ 650 milhões (pouco mais de R$ 3,3 bilhões).

Concepção em 3D da nova estrutura da Relativity Space

A Relativity Space ficou conhecida pela fabricação de foguetes espaciais Terran 1, que são fabricados através de impressão 3D, usando aparelhos conhecidos como “Stargate Printers” (“impressoras stargate”, em inglês). Além de ampliar a produção deste foguete, no local também será fabricada a linha reutilizável “Terran R”, recentemente anunciada.

A ideia da empresa é ser “a disruptora” do processo de fabricação de foguetes, que normalmente exige custos altíssimos e o uso de partes não reutilizáveis. Recentemente, a Relativity Space fechou contrato com a Força Aérea norte-americana para uso de uma nova base de lançamento, em Vandenberg, sul da Califórnia.

Segundo comunicado assinado por seu CEO e fundador, Tim Ellis, a aquisição é “essencial para a escalada de nosso programa Terran R”, ao mesmo tempo que permite à empresa “recrutar talentos inigualáveis na região de Long Beach para se juntarem a nós em nossa missão”.

Com a nova estrutura devem ser criados 2 mil empregos, que serão preenchidos gradualmente nos próximos anos. Atualmente, a empresa tem pouco mais de 400 funcionários contratados – além de terceirizados temporários.

A Relativity Space foi criada há cinco anos e, dentre seus investidores primários, conta com o empresário e apresentador do programa “Shark Tank”, Mark Cuban.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Sonda dos Emirados Árabes faz imagens de auroras em Marte

Os Emirados Árabes Unidos divulgaram fotos de auroras de Marte, as imagens foram capturadas pela sonda Hope (esperança, na tradução). As imagens foram divulgadas na quarta-feira (30). A sonda Hope faz parte da Hope Mars Mission, a primeira missão interplanetária do país árabe.

Foram divulgadas três fotos nas redes sociais da missão, as imagens foram feitas nos dias 22 e 23 de abril e 6 de maio deste ano. Elas foram feitas usando o espectrômetro ultravioleta da sonda e mostram a emissão de oxigênio atômico ao redor de Marte com comprimento de onda de 103,4 nanômetros.

Sonda dos Emirados Árabes fez imagens de auroras em Marte

As imagens foram feitas já no entardecer, no lado escuro do planeta, e mostram pontos de luz, que são auroras discretas.

“Essas imagens excepcionais e sem precedentes mostram a primeira vez que esse fenômeno foi capturado em detalhes de alta resolução”, diz a missão.

“Os pontos de luz que se destacam contra o disco escuro à noite são auroras discretas altamente estruturadas, que traçam onde partículas energéticas interagem com a atmosfera depois de serem afuniladas por uma rede irregular de campos magnéticos da crosta que se originam de minerais na superfície de Marte”, explica o texto de divulgação.

As imagens foram capturadas antes mesmo de a missão começar formalmente e não fazia nem parte das observações planejadas. Como é muito difícil flagrar esse fenômeno as imagens feitas animaram bastante os cientistas envolvidos no trabalho.

Ao contrário da Terra, as auroras em Marte não acontecem apenas nos polos norte e sul. No nosso planeta, elas são ligadas ao campo magnético do planeta. Em Marte, a atmosfera magnética não está alinhada como a terrestre. Segundo Justin Deighan, cientista planetário da Universidade do Colorado e vice-líder científico da missão, lá é como se “pegasse um saco de ímãs e os jogasse na crosta do planeta”.

“Sabíamos que o instrumento teria potencial para isso. Não foi projetado para isso. Mas porque temos uma missão que visa a cobertura global e estamos olhando para Marte de lados diferentes e com muita frequência dentro da atmosfera, isso nos permitiu ter essa medição de auroras discretas, o que é muito emocionante”, explicou Hessa Al Matroushi, líder científico da missão.

sábado, 3 de julho de 2021

Rato considerado extinto há mais de 150 anos é encontrado em ilha na Austrália

Cientistas descobriram que uma espécie de rato chamada de Gould que era considerada extinta ainda existe. O rato era considerado extinto há mais de 150 anos. Ele foi encontrado por pesquisadores em uma ilha na Austrália, de onde é nativo.

Segundo os pesquisadores, o último rato de Gould, um animal endêmico da Austrália, havia sido avistado em meados do século XIX. Mas quando uma equipe estudava o declínio de espécies nativas do país, foi feito um estudo comparativo de DNA que indicou que o rato de Gould não estava extinto, o estudo revelou que hoje ele é conhecido com o nome de Shark Bay.

O rato de Shark Bay é o rato Gould que pensava-se estar extinto há mais de 150 anos

O rato de Shark Bay pode ser encontrado em ilhas ao redor da costa australiana, porém, ele também já esteve presente no continente, antes da chegada dos europeus. Os roedores nativos representam cerca de 41% das extinções de mamíferos da Austrália desde o final do século XVIII.

A bióloga Emily Roycroft destaca a rapidez com que a espécie desapareceu da Austrália continental, ela foi uma das responsáveis pela descoberta.

“É empolgante que o rato de Gould ainda esteja por aí, mas seu desaparecimento do continente destaca a rapidez com que essa espécie passou de ser distribuída na maior parte da Austrália, para sobreviver apenas em ilhas na Austrália Ocidental”, disse. “É um colapso enorme da população”, completou ela.

Roycroft é a principal autora de um artigo sobre roedores publicado na revista Procedimentos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América e descreveu a descoberta como “chocante”.

Foram feitas análises comparativas entre os ratos de Gould, Shark Bay e outras oito espécies consideradas extintas. De acordo com o estudo, todos esses roedores já tiveram populações enormes e generalizadas, porém, o impacto da colonização europeia foi catastrófico para elas.

Roycroft afirma que a causa foi a introdução de espécies invasoras, como gatos, e a limpeza das áreas para agricultura. “Ainda temos muita biodiversidade a perder aqui na Austrália”, afirmou Roycroft, “e não estamos fazendo o suficiente para protegê-la”.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Falta de água nas nuvens impede vida em Vênus

Segundo o microbiologista John Hallsworth, da Queen’s University Belfast, o fato de não haver água nas nuvens de Vênus impede a existência de vida no planeta mais próximo da Terra.

A habitabilidade potencial de Vênus entrou em foco no final de 2020 após ser detectada fosfina na atmosfera do planeta, com a detecção cientistas sugeriram ser evidência de uma espécie de bioassinatura.

Falta de água nas nuvens impede vida em Vênus

Depois de décadas, a Nasa está enviando duas novas missões para investigar Vênus, o que pode nos dar nosso melhor entendimento sobre se o planeta pode ou não ter sido ou ser habitável.

Hallsworth diz que isso não é muito provável. Calculando as medições da atividade da água – um parâmetro termodinâmico que é efetivamente equivalente à umidade relativa do ar em considerações atmosféricas – sua equipe identificou que a atmosfera de Vênus é muito seca para que organismos semelhantes à Terra sobrevivam.

“A atividade da água (que vai de zero – o mínimo – a um – semelhante a 100% de umidade) atua como um determinante potente da funcionalidade das células microbianas, portanto também é um determinante chave da habitabilidade”, diz o estudo.

Até onde sabem os cientistas, as funções biológicas nos organismos deixam de funcionar abaixo de um nível de atividade de água de 0,585. A resistente espécie de fungo xerófilo Aspergillus penicillioides atinge o limite mais baixo conhecido.

As nuvens secas de Vênus – compostas principalmente por gotículas de ácido sulfúrico – nem chegam perto de 0,585 em termos de atividade de água, ficando em torno de 0,004, de acordo com o que sugerem os pesquisadores.

Portanto, a atmosfera de Vênus é mais de 100 vezes mais seca do que esse limite de vida hipotético, ou, nas palavras dos cientistas responsáveis pela pesquisa, “duas ordens de magnitude abaixo do limite de 0,585 para extremófilos conhecidos”.

Ao levar em conta a mesma medida, a atmosfera de Marte também pode ser considerada muito seca para sustentar a vida conforme compreendemos, embora seu nível de atividade de água de ≤ 0,537 esteja apenas um pouco abaixo da faixa habitável, em comparação com Vênus.

Já as nuvens de Júpiter mostram níveis biologicamente permissivos de atividade de água, mas apenas entre temperaturas de -10 ° C a 40 ° C. Entretanto, os pesquisadores observam que esta é apenas uma primeira etapa na avaliação da habitabilidade das nuvens, como outras componentes químicas nas nuvens também podem afetá-lo.