quinta-feira, 8 de julho de 2021

Sonda dos Emirados Árabes faz imagens de auroras em Marte

Os Emirados Árabes Unidos divulgaram fotos de auroras de Marte, as imagens foram capturadas pela sonda Hope (esperança, na tradução). As imagens foram divulgadas na quarta-feira (30). A sonda Hope faz parte da Hope Mars Mission, a primeira missão interplanetária do país árabe.

Foram divulgadas três fotos nas redes sociais da missão, as imagens foram feitas nos dias 22 e 23 de abril e 6 de maio deste ano. Elas foram feitas usando o espectrômetro ultravioleta da sonda e mostram a emissão de oxigênio atômico ao redor de Marte com comprimento de onda de 103,4 nanômetros.

Sonda dos Emirados Árabes fez imagens de auroras em Marte

As imagens foram feitas já no entardecer, no lado escuro do planeta, e mostram pontos de luz, que são auroras discretas.

“Essas imagens excepcionais e sem precedentes mostram a primeira vez que esse fenômeno foi capturado em detalhes de alta resolução”, diz a missão.

“Os pontos de luz que se destacam contra o disco escuro à noite são auroras discretas altamente estruturadas, que traçam onde partículas energéticas interagem com a atmosfera depois de serem afuniladas por uma rede irregular de campos magnéticos da crosta que se originam de minerais na superfície de Marte”, explica o texto de divulgação.

As imagens foram capturadas antes mesmo de a missão começar formalmente e não fazia nem parte das observações planejadas. Como é muito difícil flagrar esse fenômeno as imagens feitas animaram bastante os cientistas envolvidos no trabalho.

Ao contrário da Terra, as auroras em Marte não acontecem apenas nos polos norte e sul. No nosso planeta, elas são ligadas ao campo magnético do planeta. Em Marte, a atmosfera magnética não está alinhada como a terrestre. Segundo Justin Deighan, cientista planetário da Universidade do Colorado e vice-líder científico da missão, lá é como se “pegasse um saco de ímãs e os jogasse na crosta do planeta”.

“Sabíamos que o instrumento teria potencial para isso. Não foi projetado para isso. Mas porque temos uma missão que visa a cobertura global e estamos olhando para Marte de lados diferentes e com muita frequência dentro da atmosfera, isso nos permitiu ter essa medição de auroras discretas, o que é muito emocionante”, explicou Hessa Al Matroushi, líder científico da missão.

sábado, 3 de julho de 2021

Rato considerado extinto há mais de 150 anos é encontrado em ilha na Austrália

Cientistas descobriram que uma espécie de rato chamada de Gould que era considerada extinta ainda existe. O rato era considerado extinto há mais de 150 anos. Ele foi encontrado por pesquisadores em uma ilha na Austrália, de onde é nativo.

Segundo os pesquisadores, o último rato de Gould, um animal endêmico da Austrália, havia sido avistado em meados do século XIX. Mas quando uma equipe estudava o declínio de espécies nativas do país, foi feito um estudo comparativo de DNA que indicou que o rato de Gould não estava extinto, o estudo revelou que hoje ele é conhecido com o nome de Shark Bay.

O rato de Shark Bay é o rato Gould que pensava-se estar extinto há mais de 150 anos

O rato de Shark Bay pode ser encontrado em ilhas ao redor da costa australiana, porém, ele também já esteve presente no continente, antes da chegada dos europeus. Os roedores nativos representam cerca de 41% das extinções de mamíferos da Austrália desde o final do século XVIII.

A bióloga Emily Roycroft destaca a rapidez com que a espécie desapareceu da Austrália continental, ela foi uma das responsáveis pela descoberta.

“É empolgante que o rato de Gould ainda esteja por aí, mas seu desaparecimento do continente destaca a rapidez com que essa espécie passou de ser distribuída na maior parte da Austrália, para sobreviver apenas em ilhas na Austrália Ocidental”, disse. “É um colapso enorme da população”, completou ela.

Roycroft é a principal autora de um artigo sobre roedores publicado na revista Procedimentos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América e descreveu a descoberta como “chocante”.

Foram feitas análises comparativas entre os ratos de Gould, Shark Bay e outras oito espécies consideradas extintas. De acordo com o estudo, todos esses roedores já tiveram populações enormes e generalizadas, porém, o impacto da colonização europeia foi catastrófico para elas.

Roycroft afirma que a causa foi a introdução de espécies invasoras, como gatos, e a limpeza das áreas para agricultura. “Ainda temos muita biodiversidade a perder aqui na Austrália”, afirmou Roycroft, “e não estamos fazendo o suficiente para protegê-la”.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Falta de água nas nuvens impede vida em Vênus

Segundo o microbiologista John Hallsworth, da Queen’s University Belfast, o fato de não haver água nas nuvens de Vênus impede a existência de vida no planeta mais próximo da Terra.

A habitabilidade potencial de Vênus entrou em foco no final de 2020 após ser detectada fosfina na atmosfera do planeta, com a detecção cientistas sugeriram ser evidência de uma espécie de bioassinatura.

Falta de água nas nuvens impede vida em Vênus

Depois de décadas, a Nasa está enviando duas novas missões para investigar Vênus, o que pode nos dar nosso melhor entendimento sobre se o planeta pode ou não ter sido ou ser habitável.

Hallsworth diz que isso não é muito provável. Calculando as medições da atividade da água – um parâmetro termodinâmico que é efetivamente equivalente à umidade relativa do ar em considerações atmosféricas – sua equipe identificou que a atmosfera de Vênus é muito seca para que organismos semelhantes à Terra sobrevivam.

“A atividade da água (que vai de zero – o mínimo – a um – semelhante a 100% de umidade) atua como um determinante potente da funcionalidade das células microbianas, portanto também é um determinante chave da habitabilidade”, diz o estudo.

Até onde sabem os cientistas, as funções biológicas nos organismos deixam de funcionar abaixo de um nível de atividade de água de 0,585. A resistente espécie de fungo xerófilo Aspergillus penicillioides atinge o limite mais baixo conhecido.

As nuvens secas de Vênus – compostas principalmente por gotículas de ácido sulfúrico – nem chegam perto de 0,585 em termos de atividade de água, ficando em torno de 0,004, de acordo com o que sugerem os pesquisadores.

Portanto, a atmosfera de Vênus é mais de 100 vezes mais seca do que esse limite de vida hipotético, ou, nas palavras dos cientistas responsáveis pela pesquisa, “duas ordens de magnitude abaixo do limite de 0,585 para extremófilos conhecidos”.

Ao levar em conta a mesma medida, a atmosfera de Marte também pode ser considerada muito seca para sustentar a vida conforme compreendemos, embora seu nível de atividade de água de ≤ 0,537 esteja apenas um pouco abaixo da faixa habitável, em comparação com Vênus.

Já as nuvens de Júpiter mostram níveis biologicamente permissivos de atividade de água, mas apenas entre temperaturas de -10 ° C a 40 ° C. Entretanto, os pesquisadores observam que esta é apenas uma primeira etapa na avaliação da habitabilidade das nuvens, como outras componentes químicas nas nuvens também podem afetá-lo.

Arqueólogos descobrem nova espécie de humano antigo em Israel

Arqueólogos descobriram fosseis que indicam pertencer a uma nova espécie de humano antigo. Foram encontradas partes de um crânio e mandíbula que se encaixam na estrutura dos humanos já conhecidos, como os Neandertais e Homo sapiens, mas também não fazem parte de nenhum deles.

A nova espécie ganhou o nome de “povo Nesher Ramla”, em homenagem ao local de descoberta, na região do Levante em Israel.

Os cientistas acreditam que a espécie seja ancestral das populações de Neandertal da Europa, o que explicaria o mistério de como essas populações possuíam o DNA de Homo Sapiens antes de sua chegada a essas regiões. Além disso, o novo hominídeo também parece ser um parente antigo das populações Homo arcaicas da Ásia.

“A descoberta de um novo tipo de Homo é de grande importância científica. Isso nos permite dar um novo sentido aos fósseis humanos encontrados anteriormente, adicionar outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e compreender as migrações dos humanos no mundo antigo. Mesmo que eles tenham vivido há muito tempo, no final do Pleistoceno Médio (474.000 -130.000 anos atrás), o povo Nesher Ramla pode nos contar uma história fascinante, revelando muito sobre a evolução e o modo de vida de seus descendentes”, disse o antropólogo Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv em Israel, principal autor de um artigo.

Imagem com os restos de antigo hominídeo achado no Levante, Israel

Os fósseis foram encontrados cerca de 8 metros abaixo do solo e, após análises, o grupo acredita que eles viveram entre 140.000 e 120.000 anos arás. Ainda nos resultados das pesquisas, os dados mostraram semelhanças com várias espécies humanas.

A mandíbula e os dentes pareciam mais com as dos neandertais. Por outro lado, os ossos parietais – crânio – eram mais semelhantes aos do Homo arcaico. Além disso, o crânio não se encaixou com os do Homo Sapiens, já que possuí uma estrutura diferente e sem queixo, e com dentes bem maiores.

A descoberta sugere que o tipo seja uma das últimas populações sobreviventes de Homo do Pleistoceno Médio na região, cerca de 400.000 anos atrás. Depois, com a chegada do H. sapiens, 200.000 anos atrás, os dois tipos de humanos provavelmente compartilharam o Levante por algum tempo – cerca de 100.000 anos.

“Nunca tínhamos imaginado que ao lado de Homo sapiens, o arcaico Homo vagava pela área tão tarde na história humana. Os achados arqueológicos associados a fósseis humanos mostram que Nesher Ramla possuía tecnologias avançadas de produção de ferramentas de pedra e muito provavelmente interagiu com o Homo sapiens local”, disse o arqueólogo Yossi Zaidner, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, autor principal de um segundo artigo sobre a descoberta.

Os fósseis também apresentaram semelhanças com outros restos de diferentes épocas. Para os pesquisadores, a soma de antigos fósseis, antes incompreendidos, somados a essa nova descoberta podem explicar a migração entre eles, principalmente porque o local de descoberta (Levante) conecta a Ásia, a África e o Mediterrâneo, o que pode ter encurtado a distância para se misturarem.

“Nossas descobertas indicam que os famosos Neandertais da Europa Ocidental são apenas remanescentes de uma população muito maior que viveu aqui no Levante – e não o contrário”, explicou Hershkovitz.

Segundo os pesquisadores, as novas evidências também podem explicar uma população “desaparecida” de Neandertais, que se acasalou com Homo Sapiens há mais de 200.000 anos.

Em todo caso, na opinião dos especialistas, a descoberta mostra, principalmente, “que as interações entre as diferentes espécies humanas no passado eram muito mais complicadas do que imaginávamos anteriormente”.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Fotógrafo tira fotos da Estação Espacial Internacional passando em frente ao sol

O fotógrafo Joel Kowsky tirou fotos do exato momento em que a Estação Espacial Internacional (ISS) passava na frente do sol. A Nasa juntou as fotos e fez um pequeno vídeo em gif, clique para ver.

Estação Espacial Internacional passando em frente ao sol
Estação Espacial Internacional passando em frente ao sol

As imagens foram feitas próximo de Nellysford, no estado americano da Virgínia, no dia 25 de junho de 2021. Segundo a Nasa, a Estação Espacial estava viajando a uma velocidade de 29 mil quilômetros por hora (km/h), no momento os astronautas Thomas Pesquet (da Agência Espacial Europeia, ou “ESA”) e Shane Kimbrough, da própria Nasa, estavam do lado de fora da estação espacial instalando equipamentos de energia solar.