domingo, 23 de setembro de 2018

Quando surgiu o transporte público?

A rotina das cidades grandes costuma ser desgastante, ainda mais para quem tem que usar transporte público, que costuma ser superlotado. Mas embora as criticas, você já imaginou como seria a vida sem o transporte público? Veja abaixo como surgiu esse meio de transporte tão importante para quem vive em grandes cidades.

O transporte público surgiu há muito tempo, no século 17,  mais precisamente em 1662, em Paris, França. Quem teve a grande ideia de criar o transporte público foi o francês Blaise Pascal(1623-1662), considerado um dos grandes pensadores da humanidade.

O transporte público começou com carruagens no século 17

Conhecido por seus teoremas matemáticos e tratados filosóficos estudados até hoje, poucas pessoas sabem que, no século 17, o matemático, que inventou a primeira máquina de calcular da história, criou algo que também mudaria para sempre a vida das pessoas nas grandes cidades: o transporte coletivo.

Naquela época, Paris já era uma grande cidade com cerca de meio milhão de habitantes, mas as pessoas que não tinham meios próprios se deslocavam de um lugar para outro, na maior parte das vezes, a pé.

Para facilitar a vida dos cidadãos, Pascal desenvolveu um sistema de transporte urbano de carruagens com itinerários fixos, tarifa e horários regulares. O filósofo sugeriu ao duque de Roaunez pedir permissão ao rei Luis 14 para explorar o serviço, no que foi atendido.

A passagem do sistema pioneiro custava cinco "sols", oriunda de "sou", moeda que circulava na França na época de Luis 14. Eram três linhas iniciais. A primeira servia entre a porte Saint-Antoine e o Luxembourg e começou a operar em 18 de março de 1662.

Blaise Pascal(1623-1662) criou o transporte público, em Paris

Em 11 de abril foi inaugurada a segunda linha, que ia da Rue de Saint-Antoine até a Rue Saint Honoré. A terceira e última rota foi aberta em maio daquele ano e ligava o bairro de Montmartre ao Luxembourg.

A novidade foi um sucesso entre a população parisiense, conforme depoimento da própria irmã de Pascal, Gilberte Pérrier, presente ao evento de inauguração:

"O 'estabelecimento' iniciou sábado às sete horas da manhã, mas com um brilho e pompa maravilhosos. Distribuíram-se as sete carruagens que ocuparam esta primeira rota", registrou Gilberte.

Decreto do rei Luis 14 autorizando o transporte coletivo em Paris

Mas na viagem inaugural já começaram os conhecidos problemas de mobilidade urbana e transporte enfrentados pela população até hoje.

"A coisa obteve tanto sucesso que, desde a primeira manhã, havia uma quantidade de carruagens cheias; mas, depois do almoço, havia uma multidão tão grande que não se podia se aproximar delas, e os outros dias foram iguais. De modo que o maior inconveniente delas é aquele temido: a multidão nas ruas esperando uma carruagem, mas quando ela chega está cheia."

"Havia alguns (passageiros) que diziam que ele foi perfeitamente bem inventado, mas que era uma grande falha só ter sete carruagens na rota, e que elas não davam nem para a metade das pessoas que dela necessitavam", completou a irmã de Pascal - ele, por causa da saúde precária, morreu no mesmo ano em que o seu invento foi para as ruas, aos 39 anos.

O sistema funcionou por mais alguns anos, mas devido a problemas como a administração, foi encerrado e só surgiria novamente na Europa muito tempo depois.

O transporte público sobre rodas renasceria muito longe da França, mais precisamente no Brasil. "Criamos o segundo projeto de transporte coletivo no mundo", diz Eurico Galhardi, pesquisador e presidente do conselho diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

A chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, instituiu a cerimônia do "beija-mão", em que os súditos iam até a Corte para agradar o rei chegado de Portugal. O problema era a distância a ser percorrida pelo povo para chegar à cerimônia no palácio e tentar alguns favores, perdões ou mesmo benefícios reais.

Para resolver isso, em 18 de agosto de 1817 o rei D. João 6º assinou um decreto que autorizava um dos empregados da Corte, Sebastião Surigué, a explorar um serviço de carruagens entre o Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro, e a Fazenda Santa Cruz, a cerca de 50 quilômetros e uma das residências oficiais da Família Real.

"Esse decreto é uma verdadeira certidão de nascimento do transporte coletivo no Brasil", diz Galhardi. Os veículos eram puxados por quatro animais, os lugares eram numerados e as passagens custavam oito réis.

Uma segunda linha de carruagens para facilitar o "beija-mão" ligava o Paço Imperial à Quinta da Boa Vista, outra residência oficial da Família Real e que abrigava até recentemente o Museu Nacional, destruído por um incêndio em setembro de 2018.

Fonte: Uol, via BBC

sábado, 22 de setembro de 2018

12 famosos que apoiam Bolsonaro

Líder isolado nas pesquisas eleitorais Jair Bolsonaro é amado e odiado por muitos no mundo dos famosos, conheça abaixo 13 famosos que apoiam Bolsonaro:

Zilu Camargo


A ex-mulher de Zezé di Camargo, Zilu, disse em entrevista para a Folha de São Paulo que o Brasil precisa de um choque para mudar, de um presidente que priorize os brasileiros, como acredita que o presidente Donald Trump tem feito nos Estados Unidos: "Vou de Bolsonaro na cabeça. Gosto muito e vou votar nele. Acredito que o país precisa levar um choque para mudar. E ele é a pessoa que bate pesado".

Pepê e Neném


Dupla de sucesso nos anos 1990 e inicio dos anos 2000, apesar de serem homossexuais, Pepê e Neném também declararam apoio a Bolsonaro.

Felipe Melo


Felipe Melo, jogador do Palmeiras, é um grande apoiador de Bolsonaro no meio esportivo, recentemente saiu em defesa de Lucas Moura, alvo de criticas após declarar apoio a Bolsonaro, e também dedicou um gol a Bolsonaro: "...esse gol vai para o nosso futuro presidente Bolsonaro", por causa disso a Globo resolveu não entrevistá-lo mais ao vivo.

Lucas Moura


Outro jogador que apoia Bolsonaro é Lucas Moura, ex-São Paulo, recentemente saiu em defesa de Bolsonaro no Twiter e acabou virando alvo de criticas, a polêmica do apoio ao polêmico deputado, considerado por críticos como de extrema direita, virou assunto até na Inglaterra, onde joga pelo Tottenham.

José Aldo


O lutador José Aldo é outro que já declarou apoio a Bolsonaro.

Ratinho


Embora não tenha declarado explicitamente apoio a Bolsonaro, Ratinho já insinuou votar no deputado: "Me falaram que o Bolsonaro é louco, mas eu pergunto: no meio dessa zona toda será que um louco não seria melhor? Ando pensando nisso.".

Alexandre Frota


Alexandre Frota é de longe um dos mais apaixonados apoiadores de Bolsonaro, ele declarou em sua biografia no Twiter: "Alexandre Frota Anti PT um soldado escolhido por Bolsonaro. Luta Contra Corrupção, a minha luta e a sua são iguais. Por um Brasil Livre".

Antônia Fontenelle


Antônia Fontenelle também declarou apoio a Bolsonaro: "...estou torcendo, sim, para que o Jair Bolsonaro seja presidente desse país. Sou mulher, sustento meus filhos, ajudo na criação da minha neta, não gosto de vitimismo”.

Eduardo Costa


O sertanejo Eduardo Costa em 2016 gravou um vídeo e o divulgou em suas redes sociais em que dizia que o deputado era "o único diferente" e também o único que o representava no cenário atual da política brasileira.

Gustavo Lima


Outro artista do mundo sertanejo que apoia Bolsonaro é Gustavo Lima, ao publicar um vídeo praticando tiro com um fuzil ele disse em apoio a Bolsonaro: "Hoje em dia no Brasil só está desarmado o cidadão de bem. Revogação do Estatuto do Desarmamento já… Nossas família e nossas casas protegidas. Tarde no clube de tiro."

Amado Batista


O cantor Amado Batista, que foi preso e torturado na ditadura, também declarou apoio a Bolsonaro, que apoia a ditadura: "Democraticamente, [o próximo presidente] tem que ser Jair Bolsonaro...Prefiro a ditadura à essa anarquia que está hoje. Adoro a democracia, mas como nos Estados Unidos, onde as leis são cumpridas.”.

sábado, 1 de setembro de 2018

As 20 melhores séries de filmes de suspense e terror

Todos os anos são lançados dezenas de novos filmes de suspense e terror, mas apenas alguns poucos conseguem se tornar tão bem sucedidos ao ponto de originarem sequências com vários filmes, segue abaixo uma lista com as 20 melhores séries de filmes de suspense e terror:

O Chamado


Uma das melhores séries de filmes de suspense, o Chamado já tem três filmes e estreou em 2002. O Chamado gira em torno do fantasma de uma garota que misteriosamente surge para quem assiste a uma fita de vídeo. O Chamado 1 e 2 é estrelado por Naomi Watts, que interpreta a protagonista Rachel, ela decide investigar a morte de sua sobrinha e descobre que quatro adolescentes morreram misteriosamente sete dias depois de assistir a um vídeo com imagens assustadoras. Ela tentará solucionar o mistério e impedir que a profecia se realize, já que ela e seu filho também assistiram ao vídeo.

Pânico


A série de filmes Pânico foi lançada em 1996 e tem quatro filmes, o último lançado em 2011. Os filmes giram em torno de um misterioso assassino mascarado chamado de Ghostface, que testa os conhecimentos de suas vitimas fazendo perguntas sobre filmes de terror, quem errar, morre. Os acontecimentos se passam na fictícia cidade de Woodsboro. A série de filmes é estrelada por Neve Campbell, que interpreta a protagonista Sidney Prescott, além de David Arquette e Courteney Cox.

Sexta-Feira 13


Uma das maiores séries de filmes de terror, Sexta-Feira 13 estreou em 1980 e gira em torno do assassino em série Jason Voorhees, a sequência já tem 12 filmes, incluindo Freddy vs. Jason.

O Grito


O Grito é uma série de três filmes lançada em 2004 e que na verdade faz parte de uma outra série de filmes produzida no Japão chamada Juon que foi lançada em 2002. Eles falam sobre uma maldição folclórica japonesa, a qual diz que quando uma pessoa morre num momento de extremo ódio, uma maldição nasce, tomando a forma das vítimas e habitando o local da morte, assombrando e matando qualquer um que entre em contato com ela.

Halloween


Tudo começou com Halloween - A Noite do Terror, lançado em 1978, e desde então já foram produzidos 11 filmes no que se tornou uma das mais longevas séries de filmes de terror, o último deve ser lançado ainda em 2018. Halloween gira em torno do assassino em série Michael Myers.

It: A Coisa


It: A Coisa ainda não é uma série de filmes porque até agora só foi feito um, lançado em 2017, mas tudo indica que deve se tornar em breve, o segundo filme deve ser lançado em 2019 e já está sendo produzido. It: A Coisa gira em torno de Pennywise, um palhaço assassino que há séculos tem deixado um rastro de sangue e mistério.

Brinquedo Assassino


Estrelada pelo famoso bonequinho psicopata Chucky, Brinquedo Assassinofoi lançada em 1988 e já conta com 7 filmes na franquia. Chucky é um boneco que foi amaldiçoado por um serial killer e ganhou vida se tornando um perigo assassino.

O Exorcista


O Exorcista foi lançado em 1973 e hoje a sequência conta com cinco filmes, o último produzido foi Domínio: Prequela do Exorcista, lançado em 2005.

Resident Evil


A série de filmes Resident Evil foi lançada em 2002 e tem 6 filmes, na franquia os humanos foram transformados em zumbi por um perigoso vírus e os poucos a resistires lutam contra a Umbrella Corporation, a franquia é estrelada por Milla Jovovich, que interpreta a protagonista Alice.

Amityville


A série de filmes Amityville começou em 1979 com o lançamento de Terror em Amityville, desde então já foram produzidos dezoito filmes, é a maior série de filmes de terror, Amityville: O Despertar, o último produzido, foi lançado em 2017, mas já se fala no 19º filme, que deve se chamar The Amityville Murders.

Além destas dez tem muitas outras que alcançaram grande sucesso com vários filmes: Olhos Famintos, 3 filmes; Premonição, 5 filmes; Sobrenatural, 4 filmes; Pânico na Floresta, 6 filmes; Atividade Paranormal, 6 filmes; Poltergeist, 3 filmes; A Hora do Pesadelo, Freddy Krueger já aterrorizou as pessoas em 9 filmes; Invocação do Mal, 5 filmes, incluindo os dois de Annabelle e A Freira; O Massacre da Serra Elétrica, 8 filmes; Pânico no Lago, 5 filmes.

domingo, 26 de agosto de 2018

Cinco filmes brasileiros que valem a pena assistir

Os brasileiros não gostam muito de assistir filmes nacionais, dizem que filmes brasileiros não prestam, pode até ser que a maioria seja lixo, mas há muitos que valem a pena assistir, veja abaixo cinco deles:

Abril Despedaçado

Imagem de Rodrigo Santoro em Abril Despedaçado

Esse filme tem como protagonista Rodrigo Santoro, que interpreta Tonho, um jovem que vive no sertão nordestino com sua família, que tem uma rixa com uma família rival, ele terá que vingar a morte de seu irmão mais velho morto pela família rival, mas Tonho sabe que se fizer isso será perseguido e terá pouco tempo de vida. O filme se passa em 1910 e conta um pouco das rixas familiares no sertão nordestino em um tempo em que as coisas eram resolvidas na bala. Foi lançado em 1 de maio de 2002 e é dirigido por Walter Salles.

O Cangaceiro

O Cangaceiro

O Cangaceiro foi lançado em 1997 e conta a história de um quarteto amoroso entre um cangaceiro, sua mulher, que é apaixonada por um de seus  homens, que por sua vez se apaixona por uma moça de uma família de um prefeito que foi sequestrada e que ele tentará libertá-la. O filme é um remake do clássico do cinema nacional O Cangaceiro, produzido nos anos 50. Tem em seu elenco nomes como Luíza Tomé, Paulo Gorgulho, Othon Bastos e Otávio Augusto.

O Shaolin do Sertão´

O Shaolin do Sertão

O Shaolin do Sertão conta a história de Aluízio Li, um aficionado e alienado por filmes de artes marciais que vive no interior do Ceará nos anos 80, ele vê seu mundo lúdico e inocente em xeque quando um lutador profissional aposentado resolve desafiar todos os valentões da cidade. Foi lançado em 13 de outubro de 2016

O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida

O filme mostra as aventuras de João Grilo(Matheus Nachtergaele) e Chicó(Selton Mello), dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver. Eles estão sempre enganando o povo de um pequeno vilarejo no sertão da Paraíba, inclusive o temido cangaceiro Severino de Aracaju, que os persegue pela região. Somente a aparição da Nossa Senhora poderá salvar esta dupla. Foi lançado em 15 de setembro de 2000.

Hans Staden

Imagem do filme Hans Staden

Esse ótimo filme nacional conta a história de Hans Staden, um explorador alemão que foi capturado por índios tupinambás no século 16 e quase foi devorado. Foi lançado em 1999.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Mulher foi atingida por raio duas vezes e sobreviveu

Já imaginou qual a probabilidade de ser atingido por um raio, com certeza as chances são muito pequenas e ainda menores seria ser atingido duas vezes e ainda por cima exatamente um ano após ser atingido pelo primeiro raio, mas isso aconteceu com a americana Beth Peterson, de 49 anos, ela compartilhou sua história em uma reportagem da BBC:


"A chuva encharcou minhas botas e meu coração bateu forte no peito quando um raio partiu uma árvore a 50 metros de mim. Não houve avisos, exceto pelas nuvens negras que cobriam o céu.

Antes que eu pudesse buscar abrigo, um forte raio de luz me atravessou e me jogou a uma distância de mais de 9 metros, sobre um piso de concreto.

Sentia cada centímetro de mim ardendo, ardendo com eletricidade, me matando. Então, tudo ficou escuro.

Eu tinha 24 anos, era soldado do Exército em Fort Benning, na Geórgia. Naquela noite, eu estava inspecionando munições em um depósito com um colega. Ele tentou me reanimar, mas foram os paramédicos que me ressuscitaram depois que o raio - que subiu pelos meus pés, atravessou meu corpo e saiu pela minha boca e cabeça - fez meu coração parar de bater por um curto período.

Quando cheguei ao hospital, os médicos ficaram surpresos com o fato de eu ter sobrevivido. Eu estava semiconsciente, me perguntando se alguém havia disparado ou atirado um explosivo contra mim.

Não podia falar porque minha mandíbula estava quebrada. Não conseguia entender o que me diziam por causa de uma lesão cerebral grave. Não conseguia andar porque os vasos sanguíneos dos meus pés estavam completamente destruídos.

Estava feliz por estar viva, mas minha vida havia mudado para sempre.

Fiz 12 cirurgias para reconstruir minha mandíbula e os dedos dos meus pés foram amputados.

Lentamente, reaprendi a ler, escrever, falar e caminhar - no começo usava muletas e depois, quando fiquei mais forte, passei a usar os músculos do abdômen para manter o equilíbrio.

Me sentia impotente, mas, a cada sinal de recuperação - como falar o alfabeto e completar operações matemáticas básicas - renascia a esperança.

Além de enfrentar a reabilitação física, fui diagnosticada com um transtorno de estresse pós-traumático e tive que me tratar com um psicólogo.

Beth Peterson foi atingida por dois raios e sobreviveu

Exatamente um ano depois do dia em que fui atingida por um raio, estava em casa, porque ainda não podia trabalhar, observando a chegada de uma tempestade. Meu psicólogo havia me encorajado a enfrentar meus medos e a não me esconder em casa durante tempestades - por isso, tomei coragem e fui até a varanda.

De repente, senti tudo de novo. A mesma luz, o mesmo ardor agonizante. Fui atirada para dentro de casa, onde meu namorado, David, correu para o meu lado. Antes de perder a consciência, estava convencida de que ia morrer.

A cada ano, mais de 4 mil mortes no mundo são causadas por raios e, aparentemente, as chances de ser atingindo por um raio nos Estados Unidos é uma em 700 mil (no Reino Unido, é de 1 em 10 milhões e no Brasil, de 1 em 1,5 milhão).

Mas não tenho ideia de quais são as chances de uma pessoa ser atingida por dois raios, na mesma data, com um ano de diferença. Nem deve haver essa estatística.

O segundo raio não me feriu fisicamente tanto quanto o primeiro. Como ainda estava em recuperação, os médicos não puderam estimar com precisão a extensão dos danos desse segundo golpe.

Meus dias passaram a ser um fluxo constante de visitas a hospitais e clínicas de reabilitação. Vivia com medo, obcecada por nuvens, chuvas e relâmpagos, examinando o céu constantemente.

Quatro meses depois do segundo raio, já havia recuperado força suficiente para voltar a caminhar usando uma bengala. David, meu namorado, e eu decidimos nos casar. No ano seguinte, tivemos um filho, Casey.

A cada cirurgia, a cada sessão de reabilitação, eles eram a fonte de alegria que me ajudou a superar tudo.

Já se passaram 25 anos e ainda sinto dores. Pode parecer estranho, mas quem já passou por uma amputação vai entender: a dor realmente não vai embora, mas você aprende a conviver com ela.

Ao invés de me concentrar em coisas ruins, faço palestras para outros pacientes com transtorno de estresse pós-traumático e dor crônica.

Em 2013, escrevi um livro sobre como usar a dor para ser mais forte. Os raios podem ter mudado minha vida de uma forma irremediável, mas também me deram um novo propósito: ajudar aos outros.".

Fonte: G1