segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O Vampiro de Niterói: maniaco matou e bebeu o sangue de 14 crianças na década de 90

Não se preocupe ele não era um vampiro de verdade, era apenas um maníaco que adorava matar e beber o sangue de criancinhas, ele se chama Marcelo Costa de Andrade e aterrorizou o Rio de Janeiro ao matar e beber o sangue de 14 meninos em Itaboraí, na região de Niterói.

Marcelo Costa de Andrade, o Vampiro de Niterói, mostra como matava as vitimas / Imagem: Carlos Magno

Marcelo cometeu seus crimes entre abril e dezembro de 1991, ele disse à polícia que matou 14 crianças entre 5 e 13 anos, a polícia só confirmou 8 assassinatos, mas atribuiu 13 a ele.

Infância difícil...

Ele é homossexual e, assim como aparentemente é o caso da maioria dos psicopatas, teve uma infância traumática, via a mãe ser constantemente agredida pelo pai, disse ter apanhado muito na casa dos avós no Ceará para onde chegou a ser mandado embora, e após retornar para o Rio de Janeiro foi abusado sexualmente por um homem que durante um programa sexual o obrigou a ser passivo, o que o deixou traumatizado já que era apenas ativo nas relações sexuais, além de ser vitima de maus tratos por parte dos novos companheiros dos pais que se separaram, ele ainda foi internado em uma escola para meninos de onde saiu aos 14 anos, após isso passou a se prostituir, chegou a ser enviado a FUNABEM(centro socioeducativo), mas fugiu tempos depois, voltando a se prostituir.

O Vampiro de Niterói / Imagem: Dadá Cardoso - FolhaPress

Aos 16 anos foi morar com outro homossexual, que começou a sustentá-lo e o apresentou à Igreja Universal do Reino de Deus, largou a prostituição e passou a trabalhar. Era evangélico assíduo, ia aos cultos e também assistia aos programas na tv diariamente. Foi num desses cultos que ouviu que quando as crianças morrem elas vão para o céu. Aos 17 anos tentou estuprar o irmão de 10 anos.

Últimos crimes...

Um dos últimos assassinatos que cometeu e que levou a sua prisão ocorreu no dia 16 de dezembro de 1991, ao se encontrar  com os irmãos Ivan e Altair em uma estação de metrô, Marcelo os chamou para ajudá-lo em um ritual religioso prometendo lhes dar dinheiro, no entanto ao chegarem a uma praia deserta nos arredores de  Niterói, Marcelo tentou beijar Ivan, de 6 anos, que tentou fugir, mas foi pego em seguida e depois morto enforcado por Marcelo,  que disse para Altair que seu irmão estava dormindo, segundo ele, não chegou a estuprar Ivan.

Marcelo mostra o esqueleto de uma de suas vitimas para a polícia / Imagem: Reprodução

Após ver o irmão ser morto, Altair, de 10 anos, foi abusado, passou a fazer o que Marcelo mandava, dormiram em um matagal e depois foram até o trabalho de Marcelo, onde aproveitou um momento de distração do assassino e fugiu. Altair só contou para a família o que aconteceu dias depois e após o corpo do irmão ser encontrado ele levou a polícia até o trabalho de Marcelo, que confessou, não demonstrando surpresa ao ser descoberto.

"--Matei o  pequeno enforcado...eu queria o Altair que era maior. Não fiz nada com o menorzinho. Aí beijei a boca do Altair, fiz sexo com ele...Fomos pro posto de gasolina e dormimos, quando amanheceu o dia namorei com ele de novo, toquei uma punheta olhando pro rosto dele, gozei no rosto dele todo...não matei ele não...deixei ele pra fazer mais de noite, matar de noite. Fui para o trabalho e ele fugiu."

Bebia o sangue...

Marcelo ficou conhecido como Vampiro de Niterói porque decapitava ou esmagava a cabeça de suas vitimas e bebia o sangue para ficar "tão bonito e  puro quanto elas".

"--Beijei a boca dele tudo, deixei ele dormir. Tinha uma pedra grande lá e eu esmaguei a cabeça dele, sangrou muito. Peguei minha vasilha que levava marmita e deixei o sangue escorrer dentro. Bebi o sangue todo, depois coloque meu pênis nele de novo e gozei."

Fuga do manicômio...

O Vampiro de Niterói fugiu do manicômio e foi oferecido uma recompensa de R$ 2.000,00 por informações sobre seu paradeiro / Imagem: Reprodução

Em janeiro de 1997 ele fugiu do hospital psiquiátrico Heitor Carrilo, no RJ, e foi recapturado 12 dias depois na cidade de Guaraciaba do Norte, Ceará, onde passou parte da infância.

Quer sair de hospital psiquiátrico...

Hoje, 26 anos depois de ser preso, se diz curado da sua psicopatia e que quer retornar a sociedade. No entanto, a  promotora que cuida do caso, Danielle de Souza Caputi, se manifestou contra e disse que ele não tem condições de conviver em sociedade:

— O pedido é para uma saída temporária, uma situação intermediária entre internação e liberdade. Mas ele não tem condições de sair do hospital psiquiátrico. Ele fala com orgulho dos delitos que praticou, não tem consciência de que o que fez é errado. Além disso, a equipe que cuida de sua internação nunca indicou que ele pudesse sair do hospital — disse a promotora.

O Vampiro de Niterói tem tentado na justiça sair do internatório / Imagem: Reprodução

Essa não foi a única vez que o Vampiro de Niterói pediu para deixar o internatório, antes a defensoria publica já havia pedido que ele pudesse sair e alegou que a internação tinha como objetivo a reinserção na sociedade, não a punição, o pedido foi negado pela justiça em julho de 2017.

Doença mental incurável...

O mais recente laudo feito pela equipe do hospital psiquiátrico atesta que Marcelo é portador de doença mental incurável.

O Vampiro de Niterói atualmente / Imagem: Reprodução

Marcelo está internado em tratamento psiquiátrico desde setembro de 1993, quando recebeu sua primeira sentença.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Doença faz crianças negras nascerem com incríveis olhos azuis safira

Você já deve ter visto negros de olhos azuis e outros tons típicos de europeus, mas também sabe que eles tem essa cor de olhos justamente por serem mestiços de negro com europeu e acabaram herdando a cor dos olhos. Mas e um negro de olhos azuis safira sem parentesco algum com europeu, você já viu algum? Provavelmente não, mas saiba que negros podem sim ter olhos azuis sem ter descendência de europeus, veja um na imagem abaixo.

Este é Theuns, um menino africano do Zimbábue, em 2012 ele se tornou famoso após ter sua foto publicada em uma revista pela fotografa Vanessa Bristow e seus incríveis olhos azuis
 chamarem a atenção / Imagem: Vanessa Bristow

Mas como negros podem ter olhos azuis safira sem descendência de europeus se africanos não tem olhos azuis ou verdes, apenas castanhos ou pretos? Estranho é, mas o que acontece é que essa cor de olhos não é natural, essa cor de olhos é provocada por uma doença hereditária, genética, a Síndrome de Waardenburg, que causa albinismo ocular, que é a ausência de melanina nos olhos. É uma condição tão rara que apenas uma em cada 40 mil pessoas tem essa doença. Isso quer dizer que no Brasil, que tem mais de 208 milhões de habitantes, apenas algumas milhares de pessoas devem ter essa cor de olhos.

Este é Laren Galloway, bebê americano que é outro que se tornou famoso na web após ter sua foto publicada e seus lindos olhos azuis chamarem a atenção / Imagem: Reprodução

Além de "olhos azuis safira", a Síndrome de Waardenburg também pode fazer com que os olhos tenham cores diferentes um do outro, causar mechas brancas no cabelo, alterações na cor da pele, etc, mas a principal característica dessa síndrome é a surdez, ela é responsável por cerca de 3% dos casos de surdez em crianças.

Já esta é Ketlen Silva, ela é brasileira e chamou a atenção em 2017, quando foi assunto de reportagem do Domingo Espetacular, da Record,  a Síndrome de Waardenburg lhe deu lindos olhos azuis,
 mas também uma surdez / Imagem: Reprodução

Portanto, assim como ela causa olhos azuis em africanos, ela também faz com que existam orientais, como japonenses e chineses, e oceânicos com essa belíssima cor de olhos.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Campeão: ao contrário da Chape, em 2007 Grêmio escapou de voo que matou 199

No dia 29 de novembro completou um ano da tragédia da Chapecoense, o maior acidente aéreo envolvendo uma equipe de futebol, uma tragédia que abalou o futebol mundial. O avião que levava a equipe da Chapecoense para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana caiu próximo a Medelim, na Colômbia, matando 71 pessoas e deixando apenas 6 sobreviventes, toda a comissão técnica e quase todos os jogadores morreram no acidente, apenas o zagueiro Neto, o goleiro Jakson Follmann e o lateral Alan Ruschel sobreviveram. Mas há 10 anos atrás outra equipe brasileira quase teve o mesmo fim trágico, mas por força do destino escapou da morte. O Grêmio, que nesta quarta(29/11) se sagrou tricampeão da Libertadores, iria viajar para São Paulo no voo da TAM que na noite do dia 17 de julho de 2007 se chocou com um posto de gasolina e um prédio, onde funcionava um terminal de cargas da própria TAM, após tentar pousar no Aeroporto de Congonhas e não conseguir parar, 199 pessoas morreram na tragédia, no que é até hoje o maior acidente da aviação do Brasil.

Pessoas observam incêndio provocado pela queda do avião da TAM,
199 pessoas morreram, time do Grêmio quase embarcava no avião / Foto: AE

Destino ou Sorte?

A delegação da equipe de futebol do Grêmio iria embarcar no voo da TAM, jogadores e comissão técnica fariam uma conexão em Congonhas e seguiriam para Goiânia, onde jogaria contra o Goiás pelo Brasileiro. Mas para evitar problemas em Congonhas a direção do clube resolveu mudar de voo, pegando um voo com escala em Florianópolis, o que acabou salvando a equipe gaúcha do destino trágico.

Incêndio provocado pela queda do avião da TAM / Imagem: AE

"Achamos mais prático não ter de passar pela problemática Congonhas, onde sempre ocorrem atrasos", disse o então presidente do Grêmio, Paulo Odone.

O voo mortal

A aeronave da TAM decolou de Porto Alegre em direção a São Paulo, às 17:19, com 187 pessoas a bordo, incluindo a tripulação, e pousou em Congonhas, às 18:48:50, onde não conseguiu parar ao derrapar na pista devido ao acúmulo de água e outros fatores, acabou atravessando uma avenida e se chocando com um prédio.

Pedaço da traseira do avião da TAM / Imagem: AE

Aos 40 minutos de voo e com metade do trajeto percorrido, a tripulação recebeu alerta a respeito da escorregadia pista de Congonhas. O mais lógico, diante das condições, seria desviar para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a 31 quilômetros de Congonhas.

Mas a inconveniência para os passageiros e tripulantes em época de apagão aéreo pela qual o país passava, e sobretudo a pressão da empresa em evitar outros aeródromos, fizeram o piloto Kleyber Aguiar Lima, de 54 anos, e o co-piloto Henrique Stephanini di Sacco, de 52 anos, seguirem o programado.

Pista do Aeroporto de Congonhas, avião da TAM não conseguiu parar / Imagem: Reprodução

O procedimento de aproximação foi realizado sem anormalidades e, às 18:48:26, o avião tocou o solo de Congonhas. No entanto, em vez de desacelerar, porém, a aeronave seguiu em alta velocidade - para desespero dos pilotos.

O motor 2, à esquerda, desacelerava conforme o comando do cockpit - o manete puxado para "reverso". Entretanto, o manete oposto, que manejava o motor com reverso pinado, manteve-se na posição "aceleração" quando deveria estar em ponto morto. Veja a transcrição dos instantes finais da Caixa-Preta:

18:48:23.0
Torre: Retardar.

18:48:24.5
Cabine: (som do movimento das manetes)

18:48:24.9
Cabine: (som de motores aumentando potência)

18:48:25.5
Torre: Retardar.

18:48:26.3
Cabine: (som parecido com toque na pista)

18:48:26.7
Co-piloto: Reversor número um apenas.

18:48:29.5
Co-piloto: Nada de spoilers (freios aerodinâmicos).

18:48:30.8
Piloto: Aaiii (suspiro).

18:48:33.3
Piloto: Olha isso.

18:48:34.4
Co-piloto: Desacelerar. Desacelerar.

18:48:35.9
Piloto: Não dá, não dá.

18:48:40.0
Piloto: Oh, meu Deus. Oh, meu Deus.

18:48:42.7
Co-piloto: Vai, vai, vai, vira, vira, vira, vira.

18:48:44.6
Co-piloto: Vira, vira para... não, vira, vira.

18:48:45.5
Cabine: (som de forte compressão)

18:48:49.7
Voz não identificada na cabine: Oh, não (voz masculina)

18:48:50.0
Cabine: (pausa nos sons de compressão)

18:48:50.6
Voz não identificada na cabine: (som de grito, voz feminina)

18:48:50.8
Cabine: (som de compressão violenta)

18:48:51.4
(fim da transcrição)


Com uma turbina girando para frente e outra para trás, o JJ 3054 se desgovernou: guinou à esquerda no último terço da pista, deslizou sobre o gramado, avançou contra um muro, cruzou a avenida Washington Luís e se chocou a uma velocidade de 178 quilômetros por hora contra um posto de gasolina e o prédio da TAM Express.

Acidente da TAM, em 2007 / Imagem: AE

Todos as 187 pessoas a bordo morreram, além de 12 outras em solo.

Grêmio se salvou, mas ex-presidente do Internacional...

Se a equipe do Grêmio escapou da tragédia, o ex-presidente do arquirrival Internacional e advogado do Corinthians, Paulo Rogério Amoretty Souza, não teve a mesma sorte e morreu no acidente, aos 61 anos.

Prédio ficou totalmente destruído / Imagem: AE

Outro que morreu na tragédia foi o deputado federal gaúcho e líder da oposição na Câmara, Júlio Redecker, aos 51 anos.

Memorial e investigação

No local da tragédia foi construído um memorial às vitimas, batizado de Praça Memorial 17 de Julho, inaugurado em 17 de julho de 2012, cinco anos após o acidente. Na Praça Memorial há um espelho d'água onde os nomes das vítimas estão gravados e também uma amoreira que resistiu ao incidente.

Memorial foi construído no local da queda do avião / Imagem: AE

Até hoje ninguém foi punido pela justiça como responsáveis pelo acidente. A PF, o Instituto Nacional de Criminalística, o Cenipa e até a BEA, agencia aeronáutica francesa, concluíram em investigação que os prováveis culpados foram os pilotos, que erraram ao manusear os equipamentos, as manetes, que ajudariam no pouso.

"Não vislumbrou essa autoridade policial responsabilidade outra que não da tripulação na ocorrência do sinistro. Isso porque o acidente não teria ocorrido se não tivessem os manetes sido operados de forma incorreta". diz o relatório da PF.

O Cenipa em seu relatório concluiu que a pressão para parar o jato em circunstâncias adversas, agravadas por problemas psicológicos e falhas na preparação, induziu o piloto a um erro. Cinco minutos antes do pouso, o comandante reclama que está com dor de cabeça e fala: "Ainda bem que está perto do fim.".

O erro do piloto

O objetivo do piloto era frear usando o manete do reverso ativado. Depois, levaria para a posição de ponto morto o manete do reverso inoperante. Com a manobra, o avião pararia 55 metros antes do previsto.

Acidente da TAM matou 199 em 2007, ninguém foi punido pela justiça,
as autoridades concluíram que os pilotos foram os culpados pelo acidente / Imagem: Reprodução

Mas o manete direito ficou em aceleração e este motor se preparou para decolar. Já a outra turbina fazia força para o avião parar. O piloto teve 14 segundos para pensar e agir. Se, nesse curto período, o piloto tivesse puxado um dos manetes, que permaneceu na posição de aceleração, para a de ponto morto, a tragédia poderia não ter ocorrido.

Fontes: G1, Estadão e Terra.

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Criatura estranha é encontrada em praia no Texas após passagem do furacão Harvey

Uma estranha criatura foi encontrada na costa do Texas, EUA, após a passagem do furacão Harvey. O estranho animal foi encontrado por Preeti Desai, que trabalha para uma sociedade de conservação de pássaros nos EUA . Na tentativa de identificar o "monstro", Preeti o fotografou e postou no Twitter perguntando: "Ok, que diabos é isso?".

"Monstro" surgiu em praia do Texas após o furacão Harvey / Imagem: Preeti Desai

O biólogo Kenneth Tighe disse que o animal é uma enguia do tipo Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae, pertencente à ordem dos anguilliformes - das enguias e moreias.

Mas Tighe disse que também é possível que o animal possa ser um representante de outras duas espécies de enguia que também são comuns na costa do Texas e têm dentes grandes parecidos com presas.

Segundo especialista, o animal é uma enguia / Imagem: Preeti Desai

Os Aplatophis chauliodus, que já foram vistos na costa do Nordeste brasileiro e assunto de um estudo da Universidade Federal de Alagoas, geralmente vivem na costa Atlântica do sul da América do Norte, Caribe e norte da América do Sul, a uma profundidade de 30 a 90 metros. Eles passam a maior parte do tempo escondidas em buracos no fundo do mar.

"Monstro" apareceu em praia do Texas após furacão Harvey / Imagem: Preeti Desai

O furacão Harvey, que provocou fortes ventanias e enchentes no Texas, pode explicar por que o animal apareceu na praia no Golfo do México.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mortos e Devorados: Três casos famosos de pessoas capturadas por índios no Brasil

Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil e desde que os portugueses chegaram por aqui em 1500 e ocuparam as terras antes pertencentes a eles, travaram guerras e praticamente foram dizimados. E durante esses mais de 500 anos muitas pessoas foram capturadas pelos índios, alguns destes foram mortos, outros conseguiram fugir, mas também tiveram aqueles que foram literalmente COMIDOS, isso mesmo, comidos. Conheça abaixo três famosos casos de pessoas capturadas, mortas e até comidas por índios.

Hans Staden(1549)

Hans Staden foi um aventureiro mercenário alemão, ele veio ao Brasil duas vezes, sendo que durante sua segunda passagem pelo país, em 1549, foi capturado pelos índios tupinambás no litoral de São Paulo quando trabalhava para os portugueses na vigilância de um forte em Bertioga, foi feito refém dos índios durante nove meses até que conseguiu fugir em um navio francês.

Hans Staden, ele escapou de ser devorado pelos índios em 1549

Durante o longo tempo em que permaneceu em cativeiro na aldeia indígena pôde observar os costumes dos indígenas, entre eles o de comer os seus inimigos, ao ser capturado Staden seria devorado pelos índios, mas acabou escapando da morte por ter se declarado francês, que eram aliados dos tupinambás.

Ilustração feita por Theodore de Bry sobre o canibalismo dos índios brasileiros
detalhadas por Hans Staden em seu livro. Staden aparece ao fundo, de barba longa.

Hans Staden retornou a Alemanha e lá escreveu um livro, conhecido como Duas Viagens ao Brasil, contando suas aventuras vividas no Novo Mundo, o livro foi um dos maiores sucessos da época e foi um dos primeiros a relatar com detalhes o canibalismo dos índios brasileiros, o que ajudou a criar na sociedade européia a imagem de selvagem do Brasil da época. Sobre o canibalismo dos tupinambás, Staden escreveu alguns relatos:

"Voltando da guerra, trouxeram prisioneiros. Levaram-nos para sua cabana: mas a muitos feridos desembarcaram e os mataram logo, cortaram-nos em pedaços e assaram a carne (...) Um era português (...) O outro chamava-se Hyeronimus; este foi assado de noite."

"O cacique pegava o tacape e golpeava o prisioneiro na nuca. As mulheres levavam o morto para o fogo, raspavam-lhe toda a pele e tapavam-lhe o ânus com um pau, para que nada escapasse por ali. Depois da raspagem, um dos homens da tribo fazia as vezes de açougueiro:cortava as pernas do defunto acima dos joelhos e os braços rente ao tronco. Então chegava a hora de assar a carne e reparti-la entre os convidados. Os miúdos, assim como a cabeça, eram dados às mulheres, que preparavam com eles uma sopa, servida só a elas e às crianças."

O filme Hans Staden, produzido em 1999, conta a história do longo período em que o aventureiro alemão ficou em cativeiro.

Pero Fernandes Sardinha(1556)

Sardinha foi o primeiro bispo do Brasil e teve um final trágico, após ser nomeado bispo ocupou o cargo durante 4 anos, mas quando retornava para Portugal em 1556 o navio em que viajava sofreu um naufrágio na costa de Alagoas, os tripulantes sobreviveram, mas ao chegarem em terra foram capturados e devorados pelos índios caetés. Isso custou muito caro para os índios, a coroa portuguesa ao tomar conhecimento do fato mandou exterminar todos os índios da etnia, cerca de 80 mil índios foram morto e escravizados em apenas 5 anos.

Monumento em homenagem a Pero Fernandes Sardinha em Salvador, Bahia / Imagem: Fotografando Salvador

No entanto, não se sabe exatamente se os índios realmente comeram todas as pessoas capturadas, ou se isso foi apenas uma desculpa usada pelos portugueses para promoverem o massacre que praticamente extinguiu os índios do litoral alagoano. Outra pessoa importante que foi devorada nesse episódio foi o donatário da capitania do Ceará, Antônio Cardoso de Barros.

Percy Fawcett(1925)

Em 1925 o arqueólogo e agente do serviço secreto britânico Percy Fawcett resolveu desbravar o Brasil, ele foi atrás de uma utópica cidade perdida que acreditava se localizar na Serra do Roncador, em Mato Grosso, no entanto ele acabou desaparecendo junto com seu filho e um amigo, os únicos que o acompanhavam na viajem, e embora todas as missões feitas para tentar localizá-lo nunca foi encontrado. Mas em 1952, quase 30 anos depois, os irmãos Villas-Bôas encontraram uma ossada enterrada a qual tudo indica ser do explorador britânico, mas isso nunca foi comprovado porque os familiares de Fawcett nunca aceitaram fazer os exames necessários para saber se os restos mortais são mesmo dele.

Percy Fawcett sumiu no Brasil em 1925 ao procurar civilização perdida no Centro-Oeste

Os irmãos Villas-Bôas chegaram até a ossada através de informações dadas pelos índios Kalapalos, os últimos a relatarem terem visto o explorador, eles contaram aos Villas-Bôas que Fawcett e seus dois companheiros foram mortos quando passavam na região. O explorador teria sido morto por repreender crianças da aldeia que, por sua curiosidade, ficavam perto de seu acampamento mexendo nos objetos dos exploradores, tal atitude foi vista como ofensiva pelos indígenas, isso levou os índios a os matarem. O filho de Fawcett, Jack, e seu amigo Raleigh Rimmell foram mortos a flechadas e seus corpos jogados em um rio. Já Fawcett foi morto com golpes de borduna, um porrete, e enterrado em uma cova ao pé de uma árvore.

Orlando Villas-Bôas e índios Kalapalo com ossada supostamente de Percy Fawcett encontrada em 1952

Suas histórias serviram como inspiração para Steven Spielberg criar o personagem Indiana Jones. O filme Z: A Cidade Perdida conta a história de Percy Fawcett e foi lançado em abril de 2017 nos EUA.