quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Conheça Jailyne Ojeda, gata do Instagram

Jailyne Ojeda Ochoa é uma modelo americana que faz muito sucesso no Instagram devido ter uma beleza corporal muito avantajada, ela faz tanto sucesso que sua conta já tem mais de 12,2 milhões de seguidores. Não há muitas informações sobre ela, mas segundo o site Famous Birthdays, Jailyne Ojeda nasceu em 9 de janeiro de 1998, na cidade de Indio, Califórnia. Hoje ela vive no Arizona.

Veja belas fotos dela:

Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
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Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
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Jailyne Ojeda
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Jailyne Ojeda
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Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda
Jailyne Ojeda

Essas são as melhores fotos da Jailyne Ojeda, gostou?

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Cangaço: A morte de Lampião e Maria Bonita

Acredita-se que, provavelmente, no dia 7 de julho de 1897 nasceu o maior cangaceiro de todos os tempos, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Ele nasceu na Fazenda Ingazeira, localizada no município de Vila Bela, atual Serra Talhada, Pernambuco. E embora acredite-se que ele nasceu nessa data, ele só foi registrado no dia 7 de agosto de 1900.

Lampião era alfabetizado e lia com auxílio de um óculos, o que era incomum de se ver na época devido a pobreza da população do interior nordestino, ele era cego do olho direito por causa de um glaucoma, o problema ainda foi agravado por um acidente com um espinho da caatinga. Mas o problema de visão não prejudicou a pontaria de Lampião.

Maria Bonita e Lampião com seus cachorros e uma revista

Virgulino era um menino inteligente, mas teve que abandonar a escola para ajudar a família na roça.

A família de Lampião tinha conflitos com a família de José Saturnino por disputas por limites de terras e devido a essas disputas Virgulino e outros irmãos já se comportavam como cangaceiros. Em meio a essas disputas, em  1920 o pai dele, José Ferreira, foi morto pela polícia comandada pelo sargento José Lucena. Lampião jurou se vingar dos assassinos de seu pai. E ainda em 1920 ele e outros dois irmãos entraram definitivamente para o cangaço no grupo do cangaceiro Sinhô Pereira. Dois anos depois, em 1922, Lampião assumiu o comando do bando após Sinhô Pereira desistir do cangaço a pedido de padre Cicero. Agora no comando de um grande grupo de cangaceiros Lampião dá início a sua vingança, no mesmo ano ele matou o informante que entregou seu pai para a polícia.

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião

Apesar de cangaceiro, Lampião conseguiu a patente de capitão no Batalhão Patriótico do deputado Floro Bartholomeu, o batalhão das forças legais. A concessão da patente foi intermediada pelo padre Cicero. Mas quando Lampião e outros membros do bando receberam a missão de combater a Coluna Prestes, ele acabou abandonando as forças do governo e voltando para o cangaço.

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião /
Imagem: Benjamin Abrahão Botto

Em 1929, Lampião conheceu, na Bahia, Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Déa, depois apelidada de Maria Bonita, o seu grande amor. Em 1930, ela se tornou a primeira mulher a acompanhar o bando de Lampião, depois outras também fizeram parte do bando.

Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita
Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita

Maria Bonita acabou engravidando pouco tempo depois, mas teve um aborto. Ela engravidou novamente e em 1932 eles tiveram uma filha, Expedita, que foi entregue para ser criada por outra família.

Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita

Durante quase 20 anos Lampião e seu bando aterrorizaram o semiárido nordestino, atacando cidades e fazendas, saqueando, sequestrando, estuprando e matando, além de torturar e mutilar. Entre os crimes de tortura, eles cortavam orelha ou língua, castravam e matavam lentamente.

Lampião e Maria Bonita
Virgulino Ferreira da Silva, Lampião

Embora causasse terror na população, Lampião e seu bando recebia proteção dos chamados coiteiros, que eram fazendeiros, pequenos sitiantes e até mesmo autoridades locais, que ofereciam abrigo e alimentos aos grupos de cangaceiros por um curto espaço de tempo nos limites de suas terras.

Maria Bonita junto com o bando

Lampião acabou sendo traído por um de seus coiteiros, Pedro de Cândida, que foi torturado pela polícia para entregar o bando. No dia 28 de julho de 1938, Lampião e seu bando foram surpreendidos pelas volantes em seu esconderijo na Grota do Angico, cidade de Poço Redondo, em Sergipe. Estava amanhecendo e o bando de Lampião começava a acordar quando foram surpreendidos pelas tropas do tenente João Bezerra, que estavam armadas com modernas metralhadoras. O tiroteio durou cerca de 15 minutos. Lampião foi um dos primeiros a serem mortos. Ao final, Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros morreram. Eles tiveram suas cabeças decepadas.

Quem teve um fim mais doloroso foi Maria Bonita, que ainda estava viva, agonizando, quando foi degolada.

As cabeças de Lampião(a primeira de baixo), Maria Bonita(a do meio, acima da cabeça de Lampião) e outros nove cangaceiros do bando sendo exibidas

As cabeças dos cangaceiros foram colocadas em latas de querosene contendo aguardente e cal e foram expostas nas cidades por onde a volante passava. Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto para servirem de alimento aos urubus.

O coronel João Bezerra percorreu os estados nordestinos expondo as cabeças, que já estavam em adiantado estado de decomposição, foram levadas inclusive ao sul do Brasil.

Em Maceió, as cabeças foram medidas, pesadas, examinadas no Instituto de Medicina Legal, porque os criminalistas acreditavam que os cangaceiros tinham alguma anormalidade, pois para eles uma pessoa só se tornaria cangaceiro se não fosse uma pessoa normal. Mas ao analisarem as cabeças não encontraram nenhum tipo de anormalidade, sendo consideradas como normais.

Do sul do Brasil foram levadas para Salvador, onde ficaram durante 6 anos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia sendo estudadas novamente em busca de alguma anormalidade que explicasse a opção pela vida de criminoso. Depois ficaram expostas no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, por mais de três décadas até que foram enterradas em 1969, após o projeto de lei número 2867, de 1965. As cabeças de Lampião e Maria Bonita foram sepultadas no dia 6 de fevereiro de 1969, as dos demais foram enterradas uma semana depois.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Astrônomos fazem imagem de galáxia em formato de anel a mais de 12 bilhões de anos-luz

Astrônomos europeus fizeram uma imagem de uma galáxia aparentemente incomum e muito distante, ela tem o formato de um anel e está a mais de 12 bilhões de anos-luz de distância da Terra. A galáxia recebeu o nome de SPT0418-47 e é uma das mais distantes galáxias conhecidas do Universo.

Devido a efeito gravitacional galáxia aparece igual a um anel

A imagem mostra a galáxia há mais de 12 bilhões de anos atrás quando o Universo ainda tinha 1,4 bilhão de anos, isso da uma ideia de como era o Universo nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang e, segundo os pesquisadores, mostra que o fato de a galáxia ter o formato de um anel e estável desfaz a ideia de que as galáxias desse período eram todas turbulentas.

A imagem foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) e foi feita utilizando o observatório Alma (Atacama Large Millimiter Array), no Chile, um observatório localizado a 5 mil metros de altitude.

Os cientistas dizem que a galáxia SPT0418-47 tem duas semelhanças com a Via Láctea, elas são um disco que gira em torno do próprio eixo e formam uma aglomeração de estrelas ao redor do centro galático, com a diferença que a Via Láctea tem braços em espiral.

Esse é o verdadeiro formato da galáxia SPT0418-47

No entanto, a galáxia SPT0418-47 na verdade não tem esse formato de anel, ela aparece assim por causa do efeito de lente gravitacional, fenômeno que ocorre devido à existência de uma galáxia mais próxima da Terra alinhada com a SPT0418-47. Os pesquisadores usaram uma nova técnica de modelagem computacional e reconstruíram a verdadeira forma da galáxia SPT0418-47 e o movimento do seu gás, que você pode ver na imagem acima.

sábado, 18 de julho de 2020

Bonnie e Clyde, o casal de criminosos que tocou o terror nos Estados Unidos na década de 1930

Na primeira metade da década de 1930 a região central dos Estados Unidos foi aterrorizada por um perigosíssimo casal e sua gangue, você provavelmente já viu falar deles, estamos falando de Bonnie e Clyde, o casal de bandidos mais famoso de todos os tempos.

Bonnie e Clyde se beijando

A história do casal de criminosos começou em 1930 quando Bonnie e Clyde se conheceram. Quando eles se conheceram se apaixonaram imediatamente, na época Bonnie, cujo nome era Bonnie Elizabeth Parker, era garçonete e estava casada desde quando estava prestes a completar 16 anos com Roy Thornton, mas seu marido estava preso por roubo, mas mesmo estando com Clyde, ela usou a aliança de casamento até sua morte. Ao conhecer Clyde começava a vida no mundo do crime de Bonnie.

Bonnie Elizabeth Parker
Bonnie Parker(à esquerda) e seu marido, Roy Thornton

Já Clyde Chestnut Barrow havia entrado no crime cedo, ele foi preso pela primeira vez aos 16 anos após fugir da polícia ao ser parado por ter alugado um carro e não ter devolvido à locadora, depois foi preso outra vez com seu irmão Buck por roubar perus de uma propriedade, ele seguiu praticando furtos e roubos.

Clyde Chestnut Barrow em foto de quando foi preso em 1926

Bonnie e Clyde nasceram em famílias pobres e na época em que se conheceram os Estados Unidos estava vivendo a Grande Depressão, crise econômica que arrasou a economia americana. Ele nasceu em 24 de março de 1909 e ela em 1 de outubro de 1910. Após se conhecerem, Clyde acabou preso por roubo de carro e passou dois anos na cadeia, onde passou por um tratamento horrível. Bonnie sempre o visitava e até levou um revólver para ele fugir da prisão. Clyde chegou a fugir, mas foi recapturado. Após sair da prisão em 1932, Clyde se uniu a Bonnie novamente. Mas após um assalto, Bonnie acabou presa e ficou dois meses na prisão. Depois, Clyde, Bonnie, o irmão de Clyde e outros bandidos formaram uma quadrilha, chamada de Barrow Gang. que tocou o terror nos estados centrais dos Estados Unidos, assaltando bancos, lojas e postos de gasolina e assassinando policiais e civis que se colocassem no seu caminho. A gangue de Bonnie e Clyde matou cerca de 13 pessoas em suas ações criminosas.

Bonnie e Clyde
Bonnie apontando uma arma para Clyde

Embora Bonnie apareça em fotografias segurando armas e fumando, ela não usava armas, não sabia atirar, nem fumava.

Bonnie com um revólver e um charuto na boca

Em 1934, a policia do Texas entregou o caso a Frank Hamer, um ranger de cinquenta anos. Ele elaborou um audacioso plano para capturar o casal. Pelo plano de Hamer a policia teria que convencer um dos criminosos cúmplices de Bonnie e Clyde a passar informações para a policia, e eles conseguiram, o criminoso Henry Methvin aceitou colaborar em troca do perdão de todos os seus crimes no estado do Texas.

Frank Hamer liderou a caçada final à Bonnie e Clyde

O informante contou a Hamer que o casal fazia várias viagens do centro do Texas até a fazenda da família de Methvin, em Louisiana.

Henry Methvin aceitou colaborar com a policia e entregou informações
que levaram às mortes de Bonnie e Clyde

Hamer montou uma equipe com cinco policiais destacados do Texas e de Louisiana. Eles montaram uma emboscada em uma estrada rural perto de Sailes, Louisiana e se esconderam atrás de arbustos durante dois dias a espera do casal. Historiadores dizem que durante a espera os policiais se desentenderam várias vezes sobre como deveria ser a abordagem, os policiais da Louisiana queriam dar a oportunidade de o casal se render, já os texanos queriam entrar para matar os dois. A opinião dos texanos saiu vencedora e em 23 de maio de 1934 eles interceptaram o carro do pai de Henry Methvin, que viajava à frente do casal, e obrigaram-no a parar o carro no acostamento da estrada. Alguns minutos depois apareceu o carro de Bonnie e Clyde, o famoso V8 cinzento. De tão tranquilos nem pareciam criminosos, ela comia um Sanduíche e ele estava dirigindo descalço. No carro traziam quatro espingardas de utilização militar, uma pistola e uma caixa com dez a doze armas diferentes. Ao verem o carro do pai de Methvin parado encostaram o carro, na sequência os policiais começaram a disparar uma rajada de tiros, uma das balas atingiu Clyde na cabeça e ele teve morte instantânea, eles se aproximaram do carro e Bonnie, que ainda estava viva, apenas gritava de dor, Frank Hamer aproximou-se e deu dois tiros à queima roupa e à matou. Hamer explicou porque matou Bonnie: “Odeio rebentar a cabeça a uma mulher, especialmente quando está sentada, mas se não tivesse sido ela, tínhamos sido nós”.

Carro de Bonnie e Clyde cheio de marcas de bala
Bonnie e Clyde mortos dentro do carro após emboscada da policia
Carro em que Bonnie e Clyde morreram
Multidão cerca o carro metralhado de Bonnie e Clyde

Há quem diga que foram disparados 187 tiros contra o casal.

Criminosos famosos, no funeral de Bonnie e Clyde compareceram centenas de pessoas.

Bonnie(à direita) e Clyde mortos
A jaqueta de Clyde cheia de marcas de tiro
Bonnie morta
No carro de Bonnie e Clyde foram encontradas muitas armas e munições
Os seis policiais que mataram Bonnie e Clyde

O casal de criminosos virou uma lenda e personagem de cinema e em 1967 foi produzido o filme Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas, que foi um sucesso, sendo indicado a 10 Oscars, dos quais ganhou dois e faturou U$ 70 milhões de dólares de bilheteria. A Netflix também produziu um filme em 2019 sobre a dupla.

terça-feira, 7 de julho de 2020

A seita Templo do Povo e o maior suicídio em massa da história

Em 1955, o americano Jim Jones criou em Indianápolis, estado de Indiana, nos Estados Unidos, o Templo do Povo dos Discípulos de Cristo(Templo do Povo), uma seita cristã com ideais socialistas, que pregava a igualdade racial. Em 1965, Jones começou a transferir a seita para a Califórnia e em 1972 mudou a sede para São Francisco, ele criou vários locais de culto no estado. A seita cresceu muito desde sua fundação e, segundo estatísticas dela mesma, chegou a ter mais de 20 mil membros, 70 a 80% eram afro-americanos pobres, inclusive manteve relações com políticos da esquerda americana, a primeira-dama Rosalynn Carter, por exemplo, encontrou-se várias vezes com ele.

Jim Jones, o fundador e líder da seita Templo do Povo
Jim Jones

Em 1973, a seita se viu mergulhada em denúncias feitas por desertores e surgiram relatos de ex-membros de que haviam planos e simulações de suicídio coletivo.

Buscando fugir dos holofotes da imprensa, Jim Jones resolveu sair dos Estados Unidos, ele conseguiu autorização do governo da Guiana para instalar um projeto agrícola no meio da floresta amazônica. Em 1974, ele arrendou terras na Guiana, próximo a Port Kaituma. Ele pretendia criar uma comunidade agrícola autossustentável no lugar e em 1977 chegaram os primeiros 50 residentes, em 1978 já eram mais de 900, 68% eram afro-americanos.

Localização de Jonestown, na Guiana
Casas em Jonestown

No entanto, o lugar não era adequado, pois tinha o solo pobre e havia escassez de água, o lugar era considerado superpovoado devido a escassez de recursos nas proximidades para manter tanta gente.

Jim Jones
Negros eram a maioria dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: Nancy Wong
Jim Jones recebendo o Prêmio Humanitário Martin Luther King Jr.
 do pastor Cecil Williams, em 1977

Preocupados, parentes de membros da seita procuraram o deputado federal da Califórnia Leo Ryan. Ele conseguiu autorização do congresso e fez uma viagem para a Guiana levando consigo uma comitiva da qual fazia parte repórteres, eles iriam ver pessoalmente a situação dos mais de 900 americanos integrantes da seita que viviam em Jonestown, haviam denúncias contra Jones, como sequestro de crianças filhas de ex-membros da seita e de que as pessoas eram mantidas sob ameaça e na miséria em Jonestown.

O deputado Leo Ryan foi assassinado pela seita Templo do Povo

Após ser muito bem recebido em 17 de novembro de 1978 e ter tido uma boa impressão do lugar, no dia seguinte alguns membros desertaram e pediram ajuda ao deputado para voltar aos Estados Unidos, à tarde Ryan acabou sendo atacado a faca e resolveu ir embora. Quando Leo Ryan e sua comitiva estavam na pista de pouso de Port Kaituma foram atacados a tiros por seguranças de Jim Jones. Ryan e mais quatro pessoas, incluindo uma mulher que desertou da seita, morreram.

O avião em que Leo Ryan e sua comitiva embarcariam e foram atacados a tiros / Imagem: David Hume Kennerly

Suicídio

Mais tarde em Jonestown, Tim Jones e outros membros passaram a defender que todos cometessem suicídio. Em uma gravação de áudio encontrada pelo FBI, Jones disse para os membros da seita que após os assassinatos do deputado Leo Ryan e repórteres a União Soviética não iria mais levá-los para lá. Jones havia negociado um êxodo com os soviéticos que deveria ocorrer em alguns meses. Jones chamou o ato de "suicídio revolucionário".

Corpos ao redor do pavilhão principal de Jonestown / Imagem: David Hume Kennerly

Quando os membros gritaram, Jones disse: "Parem com essa histeria! Este não é o caminho para as pessoas que são socialistas ou comunistas morrer. Este não é o jeito que nós vamos morrer. Devemos morrer com um pouco de dignidade." Ele disse ainda que "não tenha medo de morrer", porque para ele a morte é "apenas uma passagem para outro plano" e que ela é "uma amiga". No final da gravação ele diz que "Nós não cometemos suicídio; cometemos um ato de suicídio revolucionário para protestar contra as condições de um mundo desumano.".

Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly
Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly
Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly

No total 909 habitantes de Jonestown, entre eles 304 crianças, morreram envenenadas, eles tomaram cianeto. Além das pessoas mortas em Jonestown e dos cinco mortos da comitiva do deputado Leo Ryan, outros quatro membros da seita foram mortos na capital da Guiana, Georgetown, por ordem de Jim Jones, totalizando 918 mortos.

Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly
Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly

O suicídio coletivo tinha sido ensaiado em eventos de simulações chamados "Noites Brancas".

Jones morreu com um tiro na cabeça, acredita-se que foi suicídio.

Corpos dos membros da seita Templo do Povo / Imagem: David Hume Kennerly

Suicídio ou massacre

Embora o caso tenha ficado conhecido como um suicídio coletivo existem muitas dúvidas sobre se o que aconteceu foi realmente suicídio. Muitos acreditam que o que ocorreu foi um massacre. Segundo o primeiro médico que atendeu a ocorrência, a maioria das pessoas foram assassinadas, porque 83 das 100 vítimas que ele examinou tinham perfuração de agulha por trás dos ombros, o que indica que o veneno foi injetado contra a vontade. Além disso, sobreviventes disseram que ouviram gritos e tiros quando estavam escondidos na floresta e que guardas armados impediram a fuga de quase todos que tentaram fugir.

Copos e seringas, muitos acreditam que as seringas foram usadas para injetar o veneno 
de forma forçada nas pessoas / Imagem: Reprodução

O evento de Jonestown é o maior suicídio coletivo da história moderna e foi o maior evento que resultou em mortes em massa de civis americanos até os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo o fotógrafo David Hume Kennerly, este é o corpo de Jim Jones, o líder da seita /
Imagem: David Hume Kennerly

Após as mortes em massa, Jonestown foi completamente abandonada e recuperada pela floresta.