sexta-feira, 18 de junho de 2021

Se comunicar com extraterrestres pode ser extremamente perigoso para humanidade, diz cientista

O físico e ex-editor da Nature Mark Buchanan disse em um artigo no jornal americano The Washington Post na quinta-feira (10) que “tentar se comunicar com extraterrestres, se eles existirem, pode ser extremamente perigoso para nós” e defendeu que seja feita uma regulamentação em relação a tentativas de comunicação com extraterrestres.

“A busca por alienígenas atingiu um estágio de sofisticação tecnológica e risco associado de que precisa de regulamentação estrita em nível nacional e internacional. Sem supervisão, até mesmo uma pessoa – com acesso a uma poderosa tecnologia de transmissão – poderia realizar ações que afetam o futuro de todo o planeta“, escreveu ele.

“Tentar se comunicar com extraterrestres, se eles existirem,
pode ser extremamente perigoso para nós”, diz cientista

O assunto voltou a ser discutido nos Estados Unidos após militares, agentes de inteligência e políticos darem declarações sobre o que chamam de fenômenos aéreos não identificados (UAP, na sigla em inglês). Um relatório que detalha o que o governo americano sabe a respeito desses fenômenos deve ser divulgado no dia 25 de junho deste ano.

“Todos devemos ser gratos por ainda não termos nenhuma evidência de contato com civilizações alienígenas. Tentar se comunicar com extraterrestres, se eles existirem, pode ser extremamente perigoso para nós. Precisamos descobrir se é sábio – ou seguro – e como lidar com essas tentativas de maneira organizada”, afirmou Buchanan.

Para Buchanan, quaisquer extraterrestres que encontrarmos provavelmente serão muito mais avançados tecnologicamente do que nós, por uma simples razão: “A maioria das estrelas em nossa galáxia é muito mais velha que o sol. Se civilizações surgem com bastante frequência em alguns planetas, então deve haver muitas civilizações em nossa galáxia milhões de anos mais avançadas que a nossa. Muitos deles provavelmente teriam dado passos significativos para começar a explorar e possivelmente colonizar a galáxia”.

Mark Buchanan lembra que Douglas Vakoch, do METI International, argumenta que não é realista se preocupar com o perigo de uma invasão alienígena. Afinal de contas, enviamos emissões de rádio e televisão para o espaço há um século, e uma civilização muito mais avançada que a nossa provavelmente já as terá detectado. Se eles quisessem invadir, eles já o teriam feito.

“Ambos os caminhos – ouvir os alienígenas ou tentar chamá-los – alcançaram o estágio em que exigem uma discussão pública mais ampla, com o objetivo de desenvolver uma regulamentação sensata. Isso vai exigir os esforços de líderes de muitas nações, presumivelmente coordenados por meio das Nações Unidas ou algum órgão internacional semelhante. Deve acontecer agora. Ou em breve. Antes que seja tarde”, finalizou o cientista.

domingo, 13 de junho de 2021

Pesquisadores criam “fibra programável” para monitoramento físico que pode detectar até doenças

Engenheiros do MIT(Instituto de Tecnologia de Massachusetts) criaram um tipo de “fibra programável” que poderá ser usada em campos como medicina e saúde, no monitoramento de atividades do corpo e até na detecção antecipada de doenças.

A “fibra programável”, que é oficialmente referida como “fibra digital”, pode “identificar padrões escondidos no corpo humano”, interpretando-os de forma contextual para ser aplicada nas situações descritas acima. A pesquisa foi divulgada na revista Nature Communications.

"Fibra programável” pode detectar até doenças

Segundo a revista, a fibra é capaz de sentir, armazenar, analisar e identificar atividades após ser costurada em uma camiseta.

“Esse trabalho apresenta a primeira criação de um tecido com a habilidade de armazenar e processar dados digitalmente, adicionando uma nova dimensão de conteúdo informativo aos produtos têxteis e permitindo que tecidos sejam, literalmente, programáveis”, afirmou o professor de ciências materiais e engenharia no MIT Yoel Fink, um dos autores do estudo.

A nova fibra é feita de centenas de pequenos chips de silício, dispostos em uma base pré-formada para se criar um polímero. Ao controlar de forma exata o fluxo desse polímero, os pesquisadores do MIT foram capazes de manter uma conexão elétrica de forma contínua entre os chips ao longo de dezenas de metros.

Visualmente o produto não difere de uma fibra normal: a versão programável é fina e flexível, podendo ser passada pela cabeça de um alfinete e costurada em tecidos, além de ser lavada até 10 vezes sem perder sua capacidade. “Quando você veste uma camiseta, você nem a sente. [Se não contássemos], ninguém saberia que ela estaria ali”, disse Gabriel Loke, participante do projeto.

Comparando a fibra a um corredor, ele diz que a fibra programável permite que seus elementos sejam controlados individualmente. “É como se cada elemento fosse uma sala, e cada sala tivesse seu próprio número”. Yoel Fink diz que a nova fibra permite que você acione um elemento (ou “sala”) sem que os outros precisem responder.

Na prática, isso permite aplicabilidades interessantes: durante testes, a nova fibra foi capaz de “armazenar” um curta-metragem colorido cujo arquivo tinha 767 KB de tamanho, e também uma música de 0,48 MB, por dois meses sem necessidade de recarga de energia.

A partir daí, a fibra analisou picos de temperatura para determinar quais foram os momentos de atividade física mais intensa. Sendo treinadas com essas informações, as conexões neurais foram capazes de determinar o que exatamente a pessoa estava fazendo, com 96% de precisão.

A expectativa é a de que, no futuro, roupas de atletas possam analisar digitalmente eventuais quedas de ritmo respiratório ou desempenho esportivo, bem como problemas de longo prazo, como decadência muscular decorrente da idade.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Exército dos Estados Unidos está desenvolvendo um robô com músculos biológicos

O Exército dos Estados Unidos está desenvolvendo um robô que terá músculos biológicos, a ideia é misturar biologia com máquina. O projeto é desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa do Exército (ARL, na sigla em inglês).

Robô do exército dos Estados Unidos

Os robôs terão a musculatura de tecido orgânico. Os engenheiros que desenvolvem o projeto dizem que a ideia pode levar a uma nova classe de robôs mais versáteis, adaptáveis e sofisticados. O que fará com que as máquinas tenham melhores respostas a terrenos instáveis ou outras surpresas, através de reflexos artificiais.

“Isso é completamente novo para o laboratório e o campo é relativamente jovem. As publicações com a primeira ideia de integrar tecido muscular ou células em arquiteturas grandes para controlar o movimento com o mesmo dispositivo biológico só começou em 2000 e se desenrolou no começo dos anos 2010”, disse Dean Culver, um dos pesquisadores do ARL.

Robô do exército dos Estados Unidos

O desenvolvimento do robô do laboratório do Exercito é feito em colaboração com cientistas da Duke University e da Universidade da Carolina do Norte. Os músculos biológicos serão aplicados primeiramente nas pernas de plataformas de locomoção.

“Organismos superar a performance de robôs de várias formas. Por que não usar componentes biológicos para alcançar essas capacidades?”, questionou Culver.

Robô do exército dos Estados Unidos

A equipe do projeto também vai envolver o comportamento das proteínas que auxiliam no desempenho muscular.

O cientistas de Duke dirigem a pesquisa computacional, os da Universidade da Carolina do Norte vão realizar os experimentos para validar as predições feitas pelos computadores. Já o exército dos EUA será responsável pelo trabalho teórico de mesomecânica que pode ser testado com dados coletados pelos outros dois grupos.

Robô do exército dos Estados Unidos
Robô do exército dos Estados Unidos

A pesquisa ainda vai informar sobre como cultivar o tecido muscular, ao invés de extrair de algum organismo.

Eles também pretendem fazer um drone capaz de bater asas.

domingo, 25 de abril de 2021

Conheça o novo mapa da Via Láctea

A nossa galáxia, a Via Láctea, acaba de ganhar um novo mapa. Ele foi feito com o uso de dados da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia). O novo mapa foi lançado na quarta-feira (21) e inclui um pedaço da Via Láctea que foi recentemente descoberto.

O pedaço descoberto está localizado fora da galáxia em uma área chamada de “halo galáctico”, ele é uma pequena galáxia com menos de um quarto da Via-Láctea e está a uma distância de cerca de 160 mil anos-luz da Terra. O novo pedaço recebeu o nome de “Grande Nuvem Megalínica” (LMC).

Novo mapa da Via Láctea

Apesar do grande espaço entre a Via Láctea e o pedaço descoberto, os astrônomos acreditam que haja um reservatório de matéria escura entre os dois. A matéria escura é uma substância misteriosa e invisível que forma a maior parte da massa do universo.

A descoberta do novo pedaço da galáxia foi resultado do trabalho de astrônomos do Centro de Astrofísica de Harvard com o museu Smithsonian e que foi publicado na revista Nature.

Para formar o novo mapa foram usados dados da missão Gaia, da ESA, e da missão exploradora infravermelha de campo amplo de objetos próximos à Terra da NASA (ou, NEOWISE, em inglês), que aconteceu entre 2009 e 2013. Foram coletados dados de 2003 a 2018 para chegar à imagem divulgada.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

China está construindo telescópio espacial

A China está construindo seu próprio telescópio espacial. O telescópio chinês se chamará CSST(China Space Station Telescope, Telescópio da Estação Espacial Chinesa) e foi apelidado de “Xuntian” (algo como “sonde os céus”), ele pode ser lançado em 2024.

Ilustração do futuro telescópio espacial chinês

Ele terá uma lente de 2 metros de diâmetro, semelhante à do Hubble. A resolução também será similar, mas o campo de visão será 300 vezes maior, o que permitirá ao telescópio observar 40% do céu em um período de 10 anos, usando uma câmera com um sensor de 2,5 bilhões de pixels.

“O telescópio será instalado em um módulo óptico que pode voar independentemente em órbita para uma maior eficiência”, disse Zhou Jianping, projetista-chefe do programa de voos espaciais tripulados da China, à China Central Television em março.

“Faremos com que ele voe aproximadamente em órbita comum com a futura estação espacial. Isso nos ajudará a reabastecer o telescópio e a fazer atualizações em órbita”, acrescentou Jianping.

A facilidade de manutenção é muito importante: em 31 anos de operação, o Hubble exigiu múltiplos reparos e upgrades.

A China está construindo quatro centros de pesquisa astronômica para trabalhar com os dados produzidos pelo telescópio, que fará observações em luz visível e ultravioleta.

Alguns dos objetivos do CSST serão a investigação das propriedades da energia e matéria escuras, da estrutura em larga escala do cosmos e a formação e evolução das galáxias. Também deve colaborar na detecção e pesquisa de objetos trans-netunianos (TNOs) e asteroides próximos da Terra (NEOs, Near Earth Objects).

A China tem avançado no seu programa espacial que incluiu a construção de uma estação espacial, ainda neste mês o país deve lançar o módulo central de sua estação espacial, chamado Tianhe (“Harmonia Celeste”), que deve acontecer usando um foguete Longa Marcha 5.