segunda-feira, 3 de maio de 2021

Exército dos Estados Unidos está desenvolvendo um robô com músculos biológicos

O Exército dos Estados Unidos está desenvolvendo um robô que terá músculos biológicos, a ideia é misturar biologia com máquina. O projeto é desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa do Exército (ARL, na sigla em inglês).

Robô do exército dos Estados Unidos

Os robôs terão a musculatura de tecido orgânico. Os engenheiros que desenvolvem o projeto dizem que a ideia pode levar a uma nova classe de robôs mais versáteis, adaptáveis e sofisticados. O que fará com que as máquinas tenham melhores respostas a terrenos instáveis ou outras surpresas, através de reflexos artificiais.

“Isso é completamente novo para o laboratório e o campo é relativamente jovem. As publicações com a primeira ideia de integrar tecido muscular ou células em arquiteturas grandes para controlar o movimento com o mesmo dispositivo biológico só começou em 2000 e se desenrolou no começo dos anos 2010”, disse Dean Culver, um dos pesquisadores do ARL.

Robô do exército dos Estados Unidos

O desenvolvimento do robô do laboratório do Exercito é feito em colaboração com cientistas da Duke University e da Universidade da Carolina do Norte. Os músculos biológicos serão aplicados primeiramente nas pernas de plataformas de locomoção.

“Organismos superar a performance de robôs de várias formas. Por que não usar componentes biológicos para alcançar essas capacidades?”, questionou Culver.

Robô do exército dos Estados Unidos

A equipe do projeto também vai envolver o comportamento das proteínas que auxiliam no desempenho muscular.

O cientistas de Duke dirigem a pesquisa computacional, os da Universidade da Carolina do Norte vão realizar os experimentos para validar as predições feitas pelos computadores. Já o exército dos EUA será responsável pelo trabalho teórico de mesomecânica que pode ser testado com dados coletados pelos outros dois grupos.

Robô do exército dos Estados Unidos
Robô do exército dos Estados Unidos

A pesquisa ainda vai informar sobre como cultivar o tecido muscular, ao invés de extrair de algum organismo.

Eles também pretendem fazer um drone capaz de bater asas.

domingo, 25 de abril de 2021

Conheça o novo mapa da Via Láctea

A nossa galáxia, a Via Láctea, acaba de ganhar um novo mapa. Ele foi feito com o uso de dados da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia). O novo mapa foi lançado na quarta-feira (21) e inclui um pedaço da Via Láctea que foi recentemente descoberto.

O pedaço descoberto está localizado fora da galáxia em uma área chamada de “halo galáctico”, ele é uma pequena galáxia com menos de um quarto da Via-Láctea e está a uma distância de cerca de 160 mil anos-luz da Terra. O novo pedaço recebeu o nome de “Grande Nuvem Megalínica” (LMC).

Novo mapa da Via Láctea

Apesar do grande espaço entre a Via Láctea e o pedaço descoberto, os astrônomos acreditam que haja um reservatório de matéria escura entre os dois. A matéria escura é uma substância misteriosa e invisível que forma a maior parte da massa do universo.

A descoberta do novo pedaço da galáxia foi resultado do trabalho de astrônomos do Centro de Astrofísica de Harvard com o museu Smithsonian e que foi publicado na revista Nature.

Para formar o novo mapa foram usados dados da missão Gaia, da ESA, e da missão exploradora infravermelha de campo amplo de objetos próximos à Terra da NASA (ou, NEOWISE, em inglês), que aconteceu entre 2009 e 2013. Foram coletados dados de 2003 a 2018 para chegar à imagem divulgada.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

China está construindo telescópio espacial

A China está construindo seu próprio telescópio espacial. O telescópio chinês se chamará CSST(China Space Station Telescope, Telescópio da Estação Espacial Chinesa) e foi apelidado de “Xuntian” (algo como “sonde os céus”), ele pode ser lançado em 2024.

Ilustração do futuro telescópio espacial chinês

Ele terá uma lente de 2 metros de diâmetro, semelhante à do Hubble. A resolução também será similar, mas o campo de visão será 300 vezes maior, o que permitirá ao telescópio observar 40% do céu em um período de 10 anos, usando uma câmera com um sensor de 2,5 bilhões de pixels.

“O telescópio será instalado em um módulo óptico que pode voar independentemente em órbita para uma maior eficiência”, disse Zhou Jianping, projetista-chefe do programa de voos espaciais tripulados da China, à China Central Television em março.

“Faremos com que ele voe aproximadamente em órbita comum com a futura estação espacial. Isso nos ajudará a reabastecer o telescópio e a fazer atualizações em órbita”, acrescentou Jianping.

A facilidade de manutenção é muito importante: em 31 anos de operação, o Hubble exigiu múltiplos reparos e upgrades.

A China está construindo quatro centros de pesquisa astronômica para trabalhar com os dados produzidos pelo telescópio, que fará observações em luz visível e ultravioleta.

Alguns dos objetivos do CSST serão a investigação das propriedades da energia e matéria escuras, da estrutura em larga escala do cosmos e a formação e evolução das galáxias. Também deve colaborar na detecção e pesquisa de objetos trans-netunianos (TNOs) e asteroides próximos da Terra (NEOs, Near Earth Objects).

A China tem avançado no seu programa espacial que incluiu a construção de uma estação espacial, ainda neste mês o país deve lançar o módulo central de sua estação espacial, chamado Tianhe (“Harmonia Celeste”), que deve acontecer usando um foguete Longa Marcha 5.

sábado, 17 de abril de 2021

Nasa escolhe SpaceX para pousar astronautas na Lua

A Nasa, a Agência Espacial Americana, anunciou que fechou um contrato com a SpaceX, do bilionário Elon Musk, para pousar astronautas americanos na Lua.

O contrato com a SpaceX tem um valor de US$ 2,89 bilhões (mais de R$ 16 bilhões de reais). A empresa de Elon Musk venceu a concorrência com a Blue Origin(de Jeff Bezos, dono da Amazon) e a Dynetics.

Módulo da SpaceX que pousará astronautas da Nasa na Lua

A SpaceX irá desenvolver um módulo de pouso que será usado para pousar na Lua. A Nasa usará um foguete próprio, o SLS (Space Launch System), para levar os astronautas até a órbita da Lua a bordo da nave Orion, depois serão transferidos para o módulo fabricado pela SpaceX que será usado para descer até a superfície da Lua.

A SpaceX já tem contratos com a Nasa, foi com um foguete da empresa, o Falcon 9, que a agência enviou astronautas para a Estação Espacial Internacional em novembro de 2020.

A Nasa quer enviar astronautas à Lua até 2024, será a primeira vez que o homem voltará ao satélite desde o fim das missões Apollo em 1972.

A Nasa quer estabelecer presença na Lua com o objetivo de enviar missões para Marte. Tudo isso faz parte do programa Artemis, que pretende levar os humanos para a Lua.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Estados Unidos quer criar foguete movido a energia nuclear

A Darpa, a divisão de pesquisa do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, quer criar um foguete movido a energia nuclear até 2025. O projeto ainda é embrionário e os engenheiros não estão muito otimistas com o poder que a nave terá, já que acreditam que ela não será capaz de escapar da força gravitacional da Terra. Uma solução para o problema seria colocar o foguete em órbita nas costas, o que possibilitaria a propulsão para um destino secundário. Para tornar o projeto realidade será preciso criar uma nova tecnologia.

Foguete será movido a energia nuclear

Mas o principal o objetivo do projeto nem é colocar naves espaciais em órbita, eles querem mesmo é tornar mais fácil manobrar satélites e naves que estão em órbita.

“No ar, no solo e no mar, a manobrabilidade é uma capacidade crítica. A propulsão térmica nos dará essa agilidade no espaço”, disse Nathan Greiner, gerente de projetos da Darpa.

O projeto também pode facilitar a chegada à Lua e a Marte, o que pode aumentar a viabilidade do estabelecimento de estações espaciais e postos avançados de pesquisa nesses locais, além disso viabilizaria também viagens tripuladas para esses mundos de forma segura.